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Agrupamento de escutas de Faro aprendeu técnica que pode salvar vidas

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© Samuel Mendonça

O Agrupamento 1324 da Sé de Faro do Corpo Nacional de Escutas promoveu no passado sábado uma formação sobre suporte básico de vida para escuteiros, dirigentes e pais.

A iniciativa, que teve lugar no Centro Pastoral da Sé de Faro dividida em duas partes, a primeira teórica e a segunda prática, foi realizada em parceria com o Curso de Enfermagem da Universidade do Algarve (UAlg) e visou dotar os formandos de conhecimentos básicos de socorrismo para apoio de vítimas até à chegada das equipas de emergência.

O formador que coordenou a ação, acompanhado por seis estudantes do 2º e 4º ano do Curso de Enfermagem, destacou ao Folha do Domingo a importância daquela atividade. “Ensinar a salvar vidas, mais do que um gesto técnico, é um ato de cidadania. Sentimos que há uma responsabilidade social da nossa parte em transmitir aquilo que são gestos que salvam vidas e este é um deles”, explicou Sérgio Branco, enfermeiro na Unidade de Cuidados Intensivos do hospital de Faro e na VMER – Viatura Médica de Emergência e Reanimação e docente do Curso de Enfermagem da UAlg.

Aquele técnico evidenciou a importância de as manobras de socorrismo e reanimação não ficarem confinadas ao “saber hospitalar”. “Sentimos, como enfermeiros, que uma grande evolução nesta área parte de capacitarmos a comunidade em alguns aspetos relacionados com a saúde e este é um deles”, completou, referindo “inúmeros relatos de situações em que crianças de 4/5 anos salvaram a vida dos pais por terem ligado para o 112 ou terem sido ensinados por eles a agir em situações de emergência”. “Depois de uma pequena lição eles conseguem desempenhar muito bem aquilo que lhes foi proposto”, sustentou.

Neste sentido considerou ser “fundamental” incluir a formação em suporte básico de vida no currículo escolar. “É aquilo que há muito tempo querem todas as organizações que estão relacionadas com a emergência”, frisou, apontando a importância de integração desta formação desde o primeiro ciclo. “Há muitos países onde isso é já obrigatório”, testemunhou.

Vasco Vaz Velho, chefe do agrupamento escutista, explicou ao Folha do Domingo que a formação nesta área enquadra-se no percurso pedagógico do CNE e justificou que a mesma, “um dia, poderá ser útil”.

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