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Foto © Telma Veríssimo
Foto © Telma Veríssimo

A dieta mediterrânica, classificada em 2013 como património imaterial da humanidade pela UNESCO, é, a partir de hoje, tema de uma rota no Algarve criada para valorizar a cultura e identidade algarvia e criar valor económico.

“A Rota da Dieta Mediterrânica (RDM) tem como objetivo estruturar os restaurantes, os produtores artesanais quer de artesanato quer de produtos locais e locais de interesse local ou arquitetónico que têm a ver com a dieta mediterrânica”, explicou o coordenador do projeto, Artur Gregório.

Todos os artesãos e produtores locais e restaurantes aderentes à rota vão passar a estar identificados com um selo e no portal eletrónico da rota, que atesta que respeitam os requisitos definidos pela organização.

Cada parceiro será alvo de visitas da equipa da RDM, de clientes-mistério e até da votação dos clientes no portal da rota como forma de assegurar que os parceiros respeitam as regras, explicou Artur Gregório à margem da apresentação da nova rota que decorreu em Faro.

“Num prato, numa ementa, percebe-se como é que um povo é e como é a sua relação entre eles [pessoas] e entre eles e a terra ou o mar”, sublinhou aquele responsável, apontando que, em Tavira, existem dois circuitos temáticos, um ligado à cultura mediterrânica próxima do mar e outro que mostra a cultura serrana e os produtos da serra.

“Estamos novamente a acreditar que afinal somos algarvios, que temos uma cultura rica e interessante e isso pode ser uma vantagem para nós: um fator de diferenciação e diversificação e estamos também a fazer negócio com isso e não faz mal nenhum”, afirmou o coordenador do projeto.

Agora que está criada a plataforma de apoio e promoção das várias iniciativas algarvias relacionadas com a dieta mediterrânica e uma campanha de comunicação, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, David Santos, incentivou a continuação do projeto e a apresentação de candidaturas ao novo quadro comunitário de apoio.

“Não podemos dar por terminada a nossa missão”, observou Artur Gregório que, à margem da apresentação da RDM, confirmou a intenção de apresentar novos projetos e candidaturas a apoios que permitam dar continuidade à rota.

O projeto teve um investimento na ordem dos 500 mil euros, tendo 70% do valor resultado de uma candidatura ao Programa Operacional Algarve 21, que permitiu a realização de várias iniciativas como o 1.º Festival de Gastronomia – Dieta Mediterrânica, a Feira da Dieta Mediterrânica e a produção de vários eventos de promoção gastronómica.

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