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Algarvios venceram prémios em competição da Confederação Mundial do Acordeão

Os primeiros prémios conquistados por acordeonistas portugueses no 67.º Troféu Internacional de Acordeão, em França, são motivo de “satisfação” e “extremamente importantes” para dar mais visibilidade a esses músicos e ao próprio instrumento em Portugal, destacou no passado dia 2 deste mês o professor Gonçalo Pescada.

Luís Mira, de 17 anos, residente em Lagoa, venceu o primeiro prémio da categoria de juniores variedades, enquanto o duo Black and White, composto por Sérgio Gladkyy e Maxim Nedobezkin, de origem russa e ucraniana, com 14 e 15 anos, respetivamente, moradores em Albufeira, conquistaram o primeiro lugar na categoria de música de câmara júnior, com prestações que o seu formador destacou por serem “difíceis de alcançar”.

“Competição anual, organizada pela Confederação Mundial do Acordeão, esta foi a 67.ª edição. Por acaso a do ano passado teve lugar em Portimão, porque se realiza cada ano num país diferente, e esta foi perto de Toulouse, em França, na localidade de Onet le Cahteau”, contextualizou Gonçalo Pescada, referindo-se ao Troféu Mundial que terminou no dia 29 de outubro na localidade gaulesa de Odet le Chateau.

Além de ser professor de acordeão e ter formado os músicos vencedores, Gonçalo Pescada é júri da Confederação Mundial de Acordeão e destacou, em declarações à agência Lusa, a importância que estes primeiros prémios têm para os praticantes e para Portugal.

“É extremamente importante, porque geralmente a escola russa, e ultimamente a escola chinesa, mas especialmente a russa, têm uma forte tradição nesta área, e ganham sempre os concursos, assim como a França, que também tem alguma tradição. E aparecer um português que consegue atingir estes lugares cimeiros, deve imaginar que é um motivo de orgulho e satisfação para todos”, afirmou Gonçalo Pescada.

O professor de acordeão recordou que está na Confederação Mundial desde 2014, já esteve nos “concursos em Kaunas, na Lituânia, depois, em 2015, na Suíça, no ano passado, em Portimão, e este ano em França” e tem “assistido sempre às escolas que aparecem, com músicos que vêm de todos os lados”.

“E é muito difícil realmente um português conseguir ter estes resultados”, enalteceu, frisando que se trata de uma “competição é difícil”, na qual “o nível é muito forte” e que se pode comparar “com os Jogos Olímpicos”, porque os executantes “se preparam, dia a dia, com esse objetivo em mente”.

Sobre os jovens portugueses que obtiveram os primeiros prémios em França, o professor disse serem “indivíduos que têm talento e têm também muito trabalho à mistura, muita dedicação”, mas apontou sobretudo “a experiência” como um fator também “muito importante” para terem conseguido vencer.

“São candidatos que também já [o] foram há dois anos, têm o seu percurso e já foram evoluindo, ganhando experiência, porque é muito importante esta aprendizagem em termos competitivos para chegar a estes resultados”, considerou, sublinhando que “o triunfo dá aos músicos visibilidade” e “abre portas para concertos em vários pontos do mundo”.

A perceção que há do acordeão em Portugal também sai beneficiada, acrescentou.

“Há muito poucos anos, o acordeão estava muito ligado à música tradicional, mas ultimamente já se vê no jazz, já se vê de vez em quando com orquestras, em música de câmara e em música clássica, em várias formações diferentes, e acho que estes resultados acabam também por ser uma mais-valia para o incluir noutras formações e dar visibilidade a este instrumento”, justificou.

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