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O governante disse à Agência Lusa que durante a manhã esteve em Sagres e Vila do Bispo "a contratar com pescadores, na ordem dos quatro milhões de euros, investimentos dirigidos à aquacultura, promovendo uma actividade que está em expansão e tem grande futuro no Algarve".

"É uma actividade complementar à pesca tradicional, porque num contexto em que temos dificuldades no acesso a reservas de espécies, porque têm que ser mantidas e algumas estão em extinção, como sabemos, há uma dificuldade cada vez maior nesse sentido, de pescadores que ficam afastados de acesso a um conjunto de espécies, esta alternativa da aquicultura é fundamental porque abre novas perspetivas", defendeu António Serrano.

O ministro frisou que atualmente "metade do peixe consumido no Mundo já é proveniente da aquicultura" e "o Algarve pode-se posicionar como uma das principais regiões da Europa de produção deste tipo de alternativa", aproveitando "a qualidade da água, com muito plâncton para alimentação dos moluscos bivalves, e uma capacidade em termos de temperatura média acima do que acontece noutros países, o que antecipa em um ano o ciclo de produção".

António Serrano reuniu-se depois em Faro com agricultores, que manifestaram ao ministro as suas preocupações, entre elas a necessidade de escoar melhor os produtos.

O governante disse que os agricultores têm que se agrupar e que o ministério apoia essa concentração, para permitir a criação de "um programa de internacionalização que ajude as organizações de produtores com dimensão para colocar também o produto no mercado internacional, para não estarem só dependentes do mercado nacional".

"É bom que vendam nacionalmente, mas também abrir os horizontes para outros países, e até bem próximos de nós, que têm capacidade de aquisição. Nesse sentido, o governo está a trabalhar e este semestre vamos ter um programa de apoio à internacionalização das empresas no sector agrícola, incluindo também as pescas, a pecuária e as florestas", explicou.

Confrontado com as queixas dos agricultores devido aos prejuízos causados pelo mau tempo, Serrano disse que, no Algarve, "a área abrangida não teve um impacto regional forte como por exemplo no oeste, em que mais de 80 por cento ficou destruído".

"Aqui temos uma variação à volta de sete oito por cento de área disponível, o que é insuficiente para ativar aquela medida, no entanto continuamos a avaliar tecnicamente os prejuízos que aqui tivemos, com prejuízos pontuais que tivemos noutros pontos do país, para podemos eventualmente despoletar uma medida que abranja todas estas situações", precisou.

O programa do ministro terminou com o lançamento da primeira pedra de uma fábrica de processamento de semente de alfarroba em Faro, que irá criar 19 postos de trabalho, e com a entrega de contratos do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) em várias áreas, no valor de quase oito milhões de euros.

Lusa

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