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D. Manuel Quintas afirmou que o objectivo é chegar a “conclusões que podem inspirar os programas das dioceses de Portugal para responder aos apelos” que hoje a sociedade faz à Igreja. “Se todos concentrarmos a nossa acção em objectivos comuns, apontados a partir dessa reflexão, torna-se mais fácil”, disse, em defesa da necessidade de “encontrar critérios comuns de acção pastoral”.

Neste sentido, o prelado defendeu a “promoção de uma pastoral apoiada em comunidades ministeriais”. “É uma pastoral encarnada que queremos fazer hoje, senão continuamos a formular respostas para perguntas que ninguém faz”, concretizou.

O Bispo diocesano considerou que é preciso “apostar na formação em todas as idades, circunstâncias e situações”. “Temos de ver, com o olhar de Deus à luz do Espírito, a nossa realidade concreta que nos permita ver o que Jesus espera de nós através dessas inquietações e provações”, disse, assegurando que “já não basta fazer hoje o que sempre se fez, mesmo com grande generosidade”.

O Bispo do Algarve defendeu a necessidade de “apoiar os cristãos leigos a não terem medo de, nos lugares onde vivem e trabalham, manifestarem a sua fé”. “Quanto mais alargada for a participação do responsável na vida de uma paróquia da diocese mais vida terá essa comunidade paroquial e a Igreja diocesana”, disse.

Esta proposta do prelado partiu da constatação de que a Igreja não está a cumprir um dos seus objectivos. “Parece que continuamos a não formar verdadeiros cristãos, discípulos de Cristo, porque não há persistência, fidelidade e interiorização da mensagem”, constatou.

Na análise à situação actual, o Bispo diocesano destacou também alguns “sinais novos do Espírito” como motivo de esperança. A título de exemplo apontou a “vida mais simples e mais fraterna”, a “maior consciência do ser cristão”, a maior a “participação e corresponsabilidade dos leigos”, o surgimento de novos movimentos, comunidades e associações e o maior aproveitamento da dimensão orante da Bíblia.

Durante o dia de hoje, a Igreja algarvia procura responder às perguntas “Igreja em Portugal/Algarve que vês na noite da sociedade em que vives? Quais os sinais de Deus e os desafios para a tua missão? O que verdadeiramente precisam as pessoas de hoje, a nível espiritual e humano, e o que podes tu oferecer? Igreja em Portugal/Algarve que indicações ou rumores do espírito encontras hoje em ti? Que caminhos pastorais te assinalam os sinais e os dons do Espírito para viveres e testemunhares o Evangelho de Cristo?”.

Samuel Mendonça

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