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AmalO presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) considerou hoje “encorajadoras” as palavras do ministro da Saúde, que se comprometeu, em Faro, a resolver até maio os problemas mais graves dos serviços regionais de saúde.

“As palavras do senhor ministro, hoje, são encorajadoras aqui para o centro hospitalar do Algarve e para a resposta da saúde do Algarve”, disse Jorge Botelho, que também é presidente da Câmara Municipal de Tavira, aos jornalistas.

O ministro da Saúde anunciou esta manhã, numa deslocação à região, que irá “tentar resolver muitas das dificuldades identificadas”.

“Eu comprometi-me que, até 31 de maio, nós não entraremos no verão com dificuldades inaceitáveis no Algarve”, disse Adalberto Campos Fernandes aos jornalistas no final da cerimónia de apresentação do Plano da Região de Saúde do Algarve e do novo Conselho de Administração do Centro Hospitalar da região.

“Estamos a fazer tudo para reforçar localmente, mas o que não se resolveu em quatro anos não se vai resolver em quatro dias”, disse Campos Fernandes, acrescentando que o ministério irá tentar captar recursos humanos para a região e que os hospitais de Lisboa e Vale do Tejo estão disponíveis para “ajudar e responder de uma forma imediata”.

O ministro precisou que “qualquer doente [no Algarve] que esteja em lista de espera inapropriada tem a possibilidade, se assim o desejar, de ser tratado em Lisboa”.

“O facto de ir para Lisboa ou outros médicos e outros serviços hospitalares darem, transitoriamente, resposta aos serviços de saúde do Algarve não me parece mal”, disse Jorge Botelho, acrescentando que o que lhe parece mal “é os serviços do Algarve não terem capacidade de resposta, adiarem consultas, adiarem cirurgias, mandarem as pessoas para casa e os problemas a persistir”.

Os presidentes das câmaras municipais algarvias, membros da AMAL, estiveram reunidos com o ministro da Saúde no final da manhã.

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