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O independente Carlos Marcelino, conhecido por “Carlinhos”, é o candidato do Nós, Cidadãos! à presidência da Câmara Municipal de Tavira, no Algarve, nas eleições de 01 de outubro.

Carlos Alberto Nunes dos Santos Marcelino, de 45 anos, engraxador de profissão, considera que o concelho, presidido há oito anos pelo socialista Jorge Botelho, apresenta alguns problemas, nomeadamente, ao nível da limpeza urbana e degradação de equipamentos, que afetam a sua imagem.

O candidato, que já foi militante do PS, desde a juventude até 2016, defende, por isso, a criação de mais condições para os taxistas operarem na cidade e uma manutenção e limpeza mais cuidada dos espaços públicos, nomeadamente das casas de banho públicas existentes na baixa de Tavira.

Segundo disse à Lusa, outro dos seus objetivos é lutar contra a proliferação de parquímetros na cidade e criar mais habitação social, “defendendo as causas das pessoas sem fazer promessas”, mas sim “apresentando propostas”.

O candidato independente, natural de Tavira e que concorre pela primeira vez à presidência da autarquia, começou a sua atividade como engraxador na baixa da cidade quando tinha cerca de 20 anos, em 1991, sendo uma figura conhecida na cidade.

Sob o mote “Juntos por Tavira”, Carlos Marcelino, também conhecido por “Carlinhos” ou por Carlos Nunes, vai candidatar-se, em simultâneo, à presidência da Câmara e da Assembleia Municipal.

O município de Tavira é, desde 2009, presidido por Jorge Botelho, que nesse ano capitalizou a saída do então autarca social-democrata, Macário Correia, para concorrer à Câmara de Faro, e recuperou a autarquia para o PS, depois de os socialistas a terem perdido para o PSD em 1997.

Os candidatos ao município de Tavira são Carlos Marcelino (Nós, Cidadãos!), João Carvalho (CDS), o atual presidente, Jorge Botelho (PS), a antiga deputada Elsa Cordeiro (PSD), os professores Miguel Cunha (CDU) e José Manuel do Carmo (BE).

Nas últimas eleições autárquicas, em 2013, o PS conquistou a maioria absoluta, com quatro dos sete mandatos em disputa, à frente da coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM, que ficou em segundo lugar, alcançando três mandatos.

Em 2013, o PS obteve 46% dos votos, contra os 36,07% da coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM, os 6,92% da CDU e os 2,49% do BE.

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