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Autárquicas: Estevens deixa PSD por recandidatura de Francisco Amaral a Castro Marim

O presidente da Comissão Política de Secção do PSD de Castro Marim, José Estevens, devolveu ontem o cartão de militante daquele partido em protesto pela aprovação da candidatura de Francisco Amaral àquela autarquia.

José Estevens tornou pública a carta que enviou ao presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, onde explica estar em desacordo com as decisões tomadas pela Comissão Política Nacional de levar a votos todos os presidentes de câmara social-democratas que se possam recandidatar sem ouvir as estruturas locais.

Impedido de se recandidatar à Câmara de Alcoutim, pela lei de limite de mandatos, Francisco Amaral candidatou-se em 2013 à Câmara de Castro Marim, onde venceu, manteve a liderança social-democrata e sucedeu a José Estevens que também tinha atingido o número de mandatos.

Em 2013, Estevens concorreu à liderança do município de Tavira, sem sucesso, e no início de fevereiro foi escolhido pela secção concelhia para voltar a encabeçar a lista do PSD à Câmara de Castro Marim.

A decisão de recandidatura de Francisco Amaral foi entretanto aprovada pelo PSD/Algarve e justificada pelo seu presidente, David Santos como resultado do cumprimento da orientação estratégica aprovada pela Comissão Política Nacional.

Na carta enviada a Passos Coelho, José Estevens conta que o mandato de Francisco Amaral não deu continuidade ao trabalho realizado anteriormente e que este assumiu de imediato um corte com as políticas, processos e projetos que tinha jurado servir.

Este é o motivo apontado para a escolha “por unanimidade” de um novo candidato social-democrata para aquele concelho pela secção concelhia que ficou sem efeito quando a Comissão Política Nacional do PSD assumiu a recandidatura de todos os presidentes de câmara que pudessem renovar mandato.

José Estevens critica o anúncio de Passos Coelho de que todos os atuais presidentes se podiam recandidatar, a 21 de janeiro, quando a estrutura local do partido “democraticamente eleita ainda não tinha exercido o seu direito de, nos termos dos estatutos, propor o candidato”.

O ex-presidente da Câmara de Castro Marim afirma ainda que Francisco Amaral tem poucas hipótese de ser reeleito porque “volvidos três anos e meio de mandato ainda não se identificou minimamente com as dinâmicas do concelho e é alvo de todo o tipo de críticas”.

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