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Autárquicas: Rogério Bacalhau fala numa “maioria” na sua recandidatura a Faro

O presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, pediu na quarta-feira aos seus apoiantes para imaginarem o que pode fazer com uma maioria absoluta no caso de ser reeleito, depois das dificuldades que enfrentou durante o primeiro mandato.

O autarca do PSD, que lidera uma coligação com o CDS-PP, o PPM e o MPT, considerou que uma maioria absoluta iria permitir ao seu executivo desenvolver ainda mais trabalho do que aquele que foi possível realizar nos últimos quatro anos de maioria relativa.

Anos em que, disse, teve de negociar com “uma oposição sem projeto” para a cidade.

Rogério Bacalhau fez estas declarações na apresentação da sua recandidatura à autarquia da capital de distrito algarvia, realizada na quarta-feira à noite no pavilhão desportivo da escola D. Afonso III, em Faro, que se encheu com cerca de um milhar de apoiantes para dar início à corrida eleitoral para o escrutínio de 01 de outubro.

“Sem maioria e com uma oposição sem projetos para Faro e que bloqueou o PDM [Plano Diretor Municipal], Planos de Pormenor e outros projetos, não nos rendemos”, afirmou o candidato da coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT, lembrando que o Governo também “atrasou um ano” a circular a cidade” e isso “também deu força para lutar” e para negociar soluções para o município.

“Imaginem o que podemos fazer em maioria”, pediu Rogério Bacalhau aos apoiantes presentes no jantar de apresentação da recandidatura a câmara de Faro, afirmando que assim será possível “sonhar com mais progresso”

O autarca lembrou as dificuldades que encontrou na autarquia desde 2009, ano em que entrou no câmara como vice-presidente de Macário Correia, numa altura em que estava “em risco a sobrevivência do município”, a braços com uma elevada dívida e “com faturas para pagar que remontavam a 2000”.

“Em 2009 a câmara estava quase falida”, recordou, frisando que seis anos depois já “não se compra nada sem saber se se pode pagar”.

Agora a autarquia “paga a tempo e horas”, ao contrário do que acontecia quando chegou à presidência da câmara, depois das eleições de 2013, acrescentou.

O autarca reconheceu que “ainda há muito a fazer”, mas considerou que “Faro deixou de ser a capital dos serviços” e ganhou uma dinâmica própria que a torna “numa referência” em termos turísticos no Algarve.

Também presentes na apresentação da candidatura estiveram os presidentes das concelhias do PSD e do CDS-PP de Faro, Cristóvão Norte e Adriano Guerra, respetivamente, e os dirigentes máximos das estruturas partidárias distritais, David Santos (PSD) e João Pedro Cançorino.

Todos defenderam a necessidade de dar “estabilidade” à equipa liderada por Rogério Bacalhau para que continue a “transformar” Faro, tendo mesmo o presidente da distrital do CDS-PP pedido uma maioria absoluta para a coligação nas próximas autárquicas, de forma a consolidar todo o trabalho já realizado.

Rogério Bacalhau tem como adversários conhecidos António Eusébio (PS) e António Mendonça (CDU).

Nas últimas autárquicas, em 2013, o PSD obteve quatro dos nove mandatos em disputa, o PS ficou com outros quatro, enquanto a CDU conquistou o outro.

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