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O bispo do Algarve salientou na eucaristia de ontem que “reconhecer Cristo, presente na palavra escutada e acolhida e na eucaristia celebrada em comunidade, particularmente ao domingo, dia do Senhor, aquece o coração e transforma a vida, conferindo-lhe um horizonte único de esperança, esperança geradora de alegria serena e confiante, mesmo em tempo de grande perturbação como este” que se vive presentemente.

D. Manuel Quintas, na celebração a que voltou a presidir no oratório do Paço Episcopal de Faro, começou por exortar cada católico a “aquecer o coração pela presença de Cristo vivo e ressuscitado” para que a sua “fé fique sempre mais viva” e, sobretudo, não o “deixe esmorecer neste tempo”.

O bispo diocesano destacou a importância de “reconhecer Cristo presente sacramentalmente na eucaristia”. “Se é importante escutar a palavra, deixar que o nosso coração se aqueça, é importante que os olhos da fé reconheçam a presença sacramental de Cristo na eucaristia”, afirmou, advertindo que “sem o reconhecimento da presença real do Senhor na eucaristia permanece incompleta a compreensão da escritura”. “É por isso que a Igreja sempre estabeleceu que, sempre e em toda a parte, se tributasse à palavra de Deus e o mistério eucarístico a mesma veneração, embora não o mesmo culto”, sustentou.

A celebração ficou uma vez mais marcada pela oração pelos que são vítima da doença de Covid-19. “Queremos também hoje, como sempre temos feito, rezar de maneira particular, e em primeiro lugar, por todos aqueles que são atingidos por este vírus. Recordamos os falecidos, particularmente os nesta semana, bem como queremos que esta nossa oração sirva de conforto aos seus familiares, um conforto possível. Temos presente todos os infetados, sobretudo aqueles que se encontram internados nos cuidados intensivos ou estão a recuperar já desta doença e temos presentes também aqueles, a maioria, que se encontram nas suas casas, juntamente com os seus familiares nesta recuperação”, enumerou D. Manuel Quintas na eucaristia transmitida em direto na internet.

“Sobretudo, queremos pedir ao Senhor que nos dê a força de que precisamos para não desistirmos, para não desanimarmos. Sei que todos nos sentimos constrangidos por estas limitações, constrangidos pelo esforço que temos feito em não nos contagiarmos nem contagiar os outros. Queremos pedir ao Senhor que não nos deixe esmorecer e, sobretudo, que acrescente sempre mais à nossa coragem, à nossa participação responsável em vencer esta pandemia”, concluiu.

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