Dos 120 peregrinos das dioceses do Algarve e de Beja que participarão na peregrinação à Comunidade Ecuménica de Taizé, 73 estiveram presentes no passado sábado no encontro interdiocesano de preparação que decorreu em Faro a poucos dias da partida.

A iniciativa teve início após o almoço na zona histórica da cidade com o acolhimento dos peregrinos e uma visita guiada pelo padre Samuel Camacho, sacerdote da Diocese do Algarve, ao Paço Episcopal. De seguida, os peregrinos visitaram o Seminário de São José e a Sé.

No Seminário diocesano, os participantes foram depois divididos em grupos por faixas etárias para partilha e esclarecimento de questões práticas sobre a viagem e apresentação, pela Diocese de Beja, de uma proposta de oração durante a paragem no Santuário de Lourdes, em França, no dia 01 de agosto.

Ali, juntar-se-ão aos peregrinos o bispo de Beja, D. Fernando Paiva, os membros da Fraternidade dos Irmãozinhos de São Francisco de Assis (FISFA) e duas religiosas da congregação das Irmãs Oblatas do Divino Coração daquela diocese.

Os peregrinos da Diocese de Beja serão ainda liderados pela coordenadora da Pastoral Juvenil da Diocese de Beja, Joaquina Lima, participante também no encontro de sábado, juntamente com o padre Francisco Encarnação e com uma religiosa das Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, que contou ainda com um jantar “ao estilo de Taizé” no Seminário Diocesano e terminou no claustro da Sé com uma oração com os cânticos caraterísticos daquela comunidade monástica.

O grupo de 71 peregrinos da diocese algarvia, acompanhados pelo padre Bruno Valente, e 49 da diocese alentejana é organizado pela comunidade de São Paulo, pertencente à paróquia de São Pedro de Faro. Os peregrinos algarvios sairão de autocarro no próximo dia 31 deste mês, pelas 20h, do parque de estacionamento do Carmelo do Patacão e passarão em Beja para apanhar os participantes alentejanos.

Os 120 peregrinos estarão em Taizé na semana de 02 a 08 de agosto, regressando a Portugal no dia 10 daquele mês.

A ligação do Algarve à Comunidade de Taizé, fundada em 1940 pelo irmão falecido irmão Roger Schutz, pastor protestante suíço, remota à realização do Concílio de Jovens que ali teve lugar em 1974, e manteve-se desde então. As peregrinações de algarvios mantiveram-se durante toda a década de 1980 e ganharam na de 1990 a regularidade que se mantém até hoje.

Na altura ainda era quase desconhecida em Portugal a comunidade monástica fundada em 1940, em plena Segunda Guerra Mundial, pelo falecido irmão Roger Schutz com o propósito de “reunir homens que sentissem a necessidade de juntos fazerem comunhão e viverem em paz uma vida simples, partilhando o trabalho e as reflexões das Sagradas Escrituras, caminhando em comunidade à descoberta de Deus revelado aos homens por Jesus Cristo”.

A Comunidade de Taizé, a cerca de 360 quilómetros de Paris, congrega uma centena de monges, de várias Igrejas cristãs e de mais de 30 países – incluindo Portugal, o irmão David – unidos como “sinal de reconciliação entre os cristãos e os povos separados”, tendo começado por acolher perseguidos políticos, judeus e mais tarde prisioneiros alemães.