Um grupo de 86 peregrinos dos 120 que participarão na peregrinação da Diocese do Algarve à Comunidade Ecuménica de Taizé, na semana entre 02 a 08 de agosto, estarão amanhã, 18 de julho, presentes num encontro de preparação.
A iniciativa terá lugar em Faro, a partir das 14h30, na zona histórica da cidade com o acolhimento dos peregrinos. Seguir-se-á uma visita ao Paço Episcopal de Faro, depois à Sé e ao Seminário de São José. No Seminário da Diocese do Algarve será realizada uma reunião de esclarecimento sobre a logística da peregrinação, seguida de jantar e da oração segundo a espiritualidade de Taizé.
O grupo de peregrinos é composto por 71 elementos do Algarve e mais 49 da vizinha Diocese de Beja. O grupo, organizado pela comunidade de São Paulo, pertencente à paróquia de São Pedro de Faro, sairá de autocarro no próximo dia 31 deste mês, pelas 20h, do parque de estacionamento do Carmelo do Patacão. Os 71 peregrinos serão acompanhados pelo padre Bruno Valente, sacerdote da Diocese do Algarve.
A estes algarvios juntar-se-ão, em Beja, 49 jovens e adultos daquela diocese vizinha. O dia 01 de agosto será passado no Santuário de Lourdes, em França, onde se juntará o bispo de Beja, D. Fernando Paiva, para cumprimentar os peregrinos e presidir à celebração da Eucaristia.
Os 120 peregrinos estarão em Taizé na semana de 02 a 08 de agosto, regressando a Portugal no dia 10 daquele mês.
A ligação do Algarve à Comunidade de Taizé, fundada em 1940 pelo irmão falecido irmão Roger Schutz, pastor protestante suíço, remota à realização do Concílio de Jovens que ali teve lugar em 1974, e manteve-se desde então. As peregrinações de algarvios mantiveram-se durante toda a década de 1980 e ganharam na de 1990 a regularidade que se mantém até hoje.
Na altura ainda era quase desconhecida em Portugal a comunidade monástica fundada em 1940, em plena Segunda Guerra Mundial, pelo falecido irmão Roger Schutz com o propósito de “reunir homens que sentissem a necessidade de juntos fazerem comunhão e viverem em paz uma vida simples, partilhando o trabalho e as reflexões das Sagradas Escrituras, caminhando em comunidade à descoberta de Deus revelado aos homens por Jesus Cristo”.
A Comunidade de Taizé, a cerca de 360 quilómetros de Paris, congrega uma centena de monges, de várias Igrejas cristãs e de mais de 30 países – incluindo Portugal, o irmão David – unidos como “sinal de reconciliação entre os cristãos e os povos separados”, tendo começado por acolher perseguidos políticos, judeus e mais tarde prisioneiros alemães.
Algarvios voltam a peregrinar à Comunidade Ecuménica de Taizé e levam vizinhos de Beja










