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Bispo do Algarve pediu aos jovens que deixem Deus fazer “maravilhas” na sua vida

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Foto © Samuel Mendonça

Na Jornada Diocesana da Juventude (JDJ), promovida na passada sexta-feira e sábado em Olhão pelo Sector da Pastoral Juvenil da Diocese do Algarve no contexto da 32ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que a Igreja Católica celebrou no sábado, o bispo diocesano deixou um apelo aos 482 jovens católicos participantes.

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Foto © Samuel Mendonça

Numa alusão à mensagem do papa Francisco para esta JMJ, intitulada “O Todo-poderoso fez em Mim maravilhas” (Lc 1,49), o bispo do Algarve exortou os jovens na eucaristia de encerramento daquela iniciativa a deixarem que Deus também faça “maravilhas” nas suas vidas, tal como fez na de Nossa Senhora. “O Todo-poderoso fez maravilhas na vida de Maria como faz a nossa vida, mas, para isso, é preciso deixarmos”, advertiu D. Manuel Quintas na igreja matriz de Olhão, sublinhando a dimensão vocacional presente na mensagem de Francisco.

“É preciso acreditarmos que Deus faz maravilhas em nós e através de nós, só que é preciso deixar. E esse deixar chama-se fé”, prosseguiu, desafiando os jovens a “criar espaço” nas suas vidas para a “presença de Deus”, sabendo “ler os sinais e os apelos” que “vêm de diferentes maneiras e modos”. “Quantas maravilhas Deus pode realizar através de nós no mundo de hoje e que ficarão sem ser realizadas se não acolhermos esse apelo. Por isso, não nos fixemos apenas em Maria que profere esta afirmação de fé, de louvor, alegria e reconhecimento pelas maravilhas que Ele realiza. Olhemos para nós mesmos”, pediu.

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Foto © Samuel Mendonça

O prelado destacou assim na mensagem de Francisco um “apelo muito grande a escutar o Deus que chama”. “É uma urgência nos dias de hoje em toda a Igreja e também na nossa Igreja diocesana. Estou certo e tenho a firme convicção de que Deus continua a chamar, continua a chamar-vos a vós, rapazes, raparigas, mais velhos ou mais novos. Deus continua a chamar só que há sempre receio, há sempre medo”, afirmou, lembrando que “também Maria passou por uma fase de medo” e que “diante da surpresa surge sempre algum temor”.

“Será que Deus não me chama, não quer fazer em mim maravilhas como fez em Maria?”, questionou, lembrando que “Deus serve-se do que é fraco para manifestar a sua força, a sua graça, a presença do Espírito”. “Não tenhamos medo de abrir o nosso coração, à luz da fé e da confiança, para que essas maravilhas aconteçam em nós e, através de nós, nos outros, no mundo de hoje. Deixemo-nos conduzir por Maria, seja no acolhimento, seja na resposta a este apelo”, pediu.

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Foto © Samuel Mendonça

D. Manuel Quintas lembrou ainda que “tudo mudou na vida da humanidade com a ressurreição de Jesus”. “É a fé em Cristo ressuscitado que constitui o dinamismo essencial de tudo o que somos, celebramos, fazemos e realizamos em Igreja. Nós constituímos o novo povo de Deus a partir da morte e da ressurreição de Cristo e cada vez que nos reunimos em eucaristia estamos a afirmar e a celebrar essa realidade, a ser protagonistas dela”, complementou.

O bispo do Algarve considerou que os participantes naquela iniciativa deram, com a sua juventude, “uma alegria e um colorido diferente” à cidade de Olhão e agradeceu ao presidente da Câmara Municipal, presente na eucaristia, o acolhimento à sua realização.

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