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“Se não se escuta, acabamos por fazer a nossa vontade e não a de Deus, acabamos por fazer o que nos parece e que achamos conveniente”, advertiu D. Manuel Quintas na eucaristia da solenidade de São José, patrono do Seminário de Faro, a que presidiu naquela instituição.

Lembrando que “José fez o que lhe ordenara o anjo do Senhor”, “acreditou e agiu em consequência”, o prelado apelou à importância de “perscrutar os sinais de Deus” e “captar a sua vontade”. “Este escutar de José, é um escutar sem palavras, é um escutar a fé e exige uma sintonia maior com aquele que fala”, acrescentou, lembrando que, “de certa maneira, este é o percurso de todos os vocacionados e o programa essencial do Seminário”.

Na eucaristia concelebrada por muitos sacerdotes do Algarve, mas também da Arquidiocese de Évora, D. Manuel Quintas recordou que “a atitude de fé tem sempre associada a si o abandono n’Aquele que pode mais e sabe mais” e “apelou à coragem de cultivar a interioridade”. “Enquanto não tivermos a coragem de agir deste modo viveremos constantemente nesta tensão entre a vida ativa e contemplativa, entre exterioridade e interioridade, entre aquilo que é de Deus e aquilo que é nosso”, evidenciou.

Por fim, o bispo diocesano agradeceu às equipas formadoras dos seminários de Évora e de Faro pela sua “dedicação e entrega a esta missão, tão importante e imprescindível”.

Samuel Mendonça

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