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A recolha de alimentos promovida pela Cáritas Diocesana do Algarve, de 1 a 6 deste mês, resultou na angariação de 380 quilos de produtos não perecíveis.

Aquela instituição da Igreja Católica tem vido a receber um aumento dos pedidos de ajuda desde o início da pandemia de Covid-19. Esse aumento em meados do mês de maio já era da ordem dos 63% e o número total de pessoas apoiadas era de 372.

Segundo a instituição “a maioria dos novos casos, são agregados familiares que viram os seus rendimentos reduzidos devido a situações de desemprego, de ‘lay off’, ou de apoio à família, que pelas suas caraterísticas, originam perda de remuneração”. “Os tipos de ajuda mais solicitados são o apoio alimentar e pedidos de apoio no pagamento de despesas tais como: renda de casa, medicação, água, luz e gás”, explicou a Cáritas algarvia.

“Dado o aumento do número de pessoas que nos têm procurado, especialmente a solicitar apoio alimentar, tivemos de redobrar a nossa resposta, uma vez esgotada a reserva que tínhamos. Para este reforço contámos com um donativo de géneros alimentares de uma cadeia de supermercados, um donativo de uma associação de franceses a residir no Algarve e um apoio extraordinário do Município de Faro, iniciativas estas que nos permitiram reforçar a nossa capacidade de resposta”, referiu a instituição.

Em declarações ao Folha do Domingo, o presidente da direção, Carlos Oliveira, explicou que os alimentos resultantes da campanha com o mote “Espaços de Partilha Solidária”, este mês realizada na sede do Agrupamento 98 Faro do Corpo Nacional de Escutas, na capela de São Luís e na sede da própria Cáritas Diocesana do Algarve, permite à instituição reforçar a sua capacidade de resposta aos crescentes pedidos de ajuda.

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