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Capelania da Universidade do Algarve pediu para a ‘Missão País’ se alargar àquela academia

A Capelania da Universidade do Algarve (UAlg) pretende que o projeto católico ‘Missão País’ se alargue àquela academia já no próximo ano letivo.

“Estamos a lançar neste momento alicerces para que isso possa acontecer”, confirmou ao Folha do Domingo o capelão da UAlg. “Esta ‘Missão País’, partindo da dinâmica [do Movimento] de Schoenstatt, está a ter algum eco nas universidades. Então, solicitámos que a Universidade do Algarve entrasse também nas preocupações dessa dinâmica”, comprovou o cónego Carlos César Chantre.

A ‘Missão País’ é um projeto católico criado em 2003 a partir do Movimento Apostólico de Schoenstatt (embora hoje seja independente) que organiza e desenvolve missões universitárias a partir de várias faculdades de norte a sul de Portugal, sendo que a mais sul é a Universidade de Évora. São semanas de apostolado e de voluntariado social que decorrem durante três anos consecutivos no período de interrupção de aulas entre o primeiro e o segundo semestres, divididas em três dimensões complementares – externa, interna e pessoal –, em que o primeiro ano consiste no “acolhimento”, o segundo na “transformação” e o terceiro no “envio”.

Ao longo dos seus 16 anos, a ‘Missão País’ já organizou e desenvolveu mais de centena e meia de missões, envolvendo no último ano 3.000 jovens missionários. Este ano receberam mais de 5.000 inscrições, mas só puderam aceitar 3.200, algumas delas de estudantes da UAlg. É que a organização possibilita que os universitários que não tenham a ‘Missão País’ promovida na sua universidade possam juntar-se a outras academias que a promovam.

Este ano são 55 as missões que estão a decorrer no país até ao final deste mês, três das quais já decorreram no Algarve: em Castro Marim, promovida pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa, e em Monchique e Sagres, promovidas pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa. Nestas duas últimas paróquias, as semanas de voluntariado missionário foram participadas por dois estudantes da UAlg: a Catarina Gonçalves, em Monchique, e o Rodrigo Soares, em Sagres.

Um dos chefes gerais da ‘Missão País’ em Monchique tinha adiantado ao Folha do Domingo que a inclusão de estudantes da UAlg nas missões deste ano tinha como objetivo que no próximo ano aquela academia pudesse acolher o projeto missionário, alargando assim o seu raio de ação até ao extremo sul do território nacional.

O cónego Carlos César Chantre confirmou que os seus responsáveis “foram sensíveis” ao pedido da Capelania da UAlg e aceitaram aqueles estudantes precisamente para que no próximo ano eles possam também “criar um núcleo, a partir do qual a ‘Missão País’ irá alargar-se ao Algarve e, dentro da própria universidade, criar células de reflexão cristã”.

As missões têm resultado na criação de vários núcleos católicos dentro das universidades, constituídos em grupos de oração, de partilha e também de discussão sobre temas que relacionem os seus estudos com a fé.

O cónego César Chantre realça que a reitoria da UAlg “é um parceiro que tem estado a colaborar em tudo o que seja para o crescimento formativo da universidade”. “Temos encontrado o maior apoio da parte da reitoria. Em relação à ‘Missão País’ estão disponíveis para colaborar”, assegurou, acrescentando que o trabalho que está a ser levado a cabo pela Capelania da UAlg visa “tentar reerguer a pastoral universitária”.

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