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Cón. João Aguiar Campos*
Cón. João Aguiar Campos*

A Igreja do Algarve está a comemorar os cem anos do seu jornal “Folha do Domingo”.

Num tempo de crise económico-financeira e num caldo cultural que não potencia valores, é motivo de satisfação a persistência de um meio de comunicação social que se define como “periódico regionalista de inspiração cristã”. Mas a satisfação é ainda maior quando o centenário aniversariante se apresenta, afinal, de rosto saudável e limpo. Tal facto ajuda a que tenham realismo os votos convencionais: “Parabéns, por muitos e longos anos!”

O quinzenário “Folha do Domingo” é, hoje, a evidência de alguém que recusou o envelhecimento. É, ao mesmo tempo, o exemplo de quem não se disfarça com essas operações que repuxam a pele mas não podem renovar a alma. Porquê? Porque não se deixou aprisionar num tempo ou numa trincheira; e, ao mesmo tempo, sem perder a identidade, se abriu – na edição online e mediante a sua newsletter, por exemplo – a formas complementares de cumprir hoje o objectivo que o fundou: alargar no país e sobretudo na linda e boa região algarvia o reinado social de Cristo, com os olhos especialmente postos nos que não são ouvintes regulares da Palavra dominical.

Registo esta afirmação que, há cem anos, poderia parecer estranha; mas que, 50 anos depois, a “Communio et progressio” (138) haveria de consagrar: “O papel da Imprensa católica é enfrentar, por meio de informações, comentários, debates, todos os problemas e interrogações do mundo em que vivemos, à luz dos princípios cristãos. Também lhe compete comentar e, se necessário, corrigir notícias e comentários referentes à fé e vida da Igreja. Ela será ao mesmo tempo, um espelho em que se reflectem as imagens do mundo e uma luz que o ilumine. Deverá ser também o lugar de encontro e confronto de ideias e opiniões”.

Não pretendo tecer pesadas considerações sobre este modo de ser e de estar. Hoje, descomplexadamente, quero apenas alegrar-me e abraçar quantos dão vida a este projecto.

Por aqueles que Deus já chamou a Si ergo a minha oração agradecida.

P. João Aguiar Campos, *Director do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais

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