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Protesto_encerramento_finacas_aljezur2O governo pretende encerrar metade das repartições de finanças do país até ao final de Maio e, no Algarve, apesar de a lista das unidades a fechar ainda não ter sido anunciada, são cinco aquelas que podem fechar as portas segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos: Aljezur, Castro Marim, Monchique, São Brás de Alportel e Vila do Bispo.

O executivo pretende estabelecer até ao fim do ano “um departamento dedicado aos serviços do contribuinte”, para “unificar a maioria dos serviços”, lê-se no memorando que acompanha o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a 11.ª avaliação ao programa de ajustamento económico.

Os autarcas algarvios de Vila do Bispo e São Brás de Alportel criticaram ontem a intenção do Governo, acusando o executivo de falta de diálogo.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Vila do Bispo, Adelino Soares, afirmou que pondera avançar com todos os mecanismos legais no sentido de evitar o encerramento daquele serviço, queixando-se ainda de não ter sido ouvido.

“É uma vergonha e uma falta de respeito pelos autarcas, o Governo tomar posições destas sem que os autarcas sejam ouvidos”, criticou, observando que, no caso de Vila do Bispo, as pessoas terão de percorrer mais de 30 quilómetros até à repartição mais próxima, em Lagos.

Para o autarca socialista, o eventual encerramento da repartição de Finanças de Vila do Bispo “é um retrocesso”, que só serve para que as populações dos concelhos mais desfavorecidos fiquem com a vida ainda mais dificultada.

“Isto não é política de proximidade, pelo contrário é afastar as pessoas dos centros de decisão”, concluiu, sublinhando que pondera avançar com todos os mecanismos legais no sentido de evitar o encerramento daquele serviço.

O presidente da Câmara de São Brás de Alportel, por seu turno, disse à Lusa que já estava com “esperança” de que os encerramentos de repartições de finanças não avançassem e criticou a “falta de consideração” do Governo, que desde outubro não responde aos pedidos de esclarecimentos enviados.

“Este Governo não tem consideração pelos autarcas, porque não dialoga com eles e não diz quais são as suas atenções. Já estava com esperanças, pelo que os funcionários da repartição falavam, de que afinal já não fosse fechar. Agora sabemos que vamos ficar sem mais um serviço”, afirmou.

Vítor Guerreiro (PS) disse ainda que, quando se “assinalam 40 anos do 25 de Abril, o Governo desfere mais um golpe no poder local democrático, que foi uma das conquistas da revolução” e “tem cada vez mais competências e menos recursos para fazer dar respostas às populações”.

com Lusa

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