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Companhia algarvia prevê exportar até 80 toneladas de bivalves em período de festas

MexilhaoA Companhia das Pescarias do Algarve (CPA) estima exportar este mês entre 70 a 80 toneladas de bivalves, sobretudo mexilhão, um aumento relativo a outros meses explicado pelo aumento do consumo no período de Natal e Ano Novo.

Os mexilhões representam metade (cerca de 40 toneladas) dos bivalves que serão exportados até ao final do mês, cujo destino principal é a Espanha, contou o administrador da CPA à agência Lusa, sublinhando que aquele bivalve tem a vantagem de ser mais barato e, ao mesmo tempo, ser rico em ómega 3 e glucosamina (substância natural que existe na cartilagem das articulações).

As ostras, que seguem para França (em dezembro serão seis toneladas), os mexilhões e as vieiras são todos produzidos em estruturas subaquáticas, nos dez lotes que a companhia detém, em mar aberto, frente à Ilha da Armona, Olhão, embora também detenha viveiros com amêijoas e embarcações para a pesca da conquilha.

António Farinha contou, ainda, que entre os clientes da empresa estão também restaurantes “gourmet” do mercado nacional, como um, em Lisboa, que chega a comprar 750 quilos de mexilhão por semana.

Segundo aquele responsável, a empresa, fundada em 1835, começou a comercializar os bivalves produzidos em “off shore” – que não são alimentados artificialmente -, em julho deste ano, mas pretende adquirir mais quatro lotes de produção aquícola.

O administrador da CPA, que em 2013 deverá atingir 1.000 toneladas de produção, prevê em 2015 conseguir produzir mais de 7.000 toneladas de bivalves em mar aberto.

O objetivo é tornar a companhia “o maior produtor de bivalves da Europa”, afirmou, frisando que não vende mais bivalves porque a procura ainda é superior à oferta.

A aposta em novos produtos e a chegada a outros mercados mais longínquos só será possível quando a empresa conseguir abrir uma unidade de congelação, projeto que aguarda autorização das autoridades competentes há quase dois anos, uma vez que neste momento a empresa está condicionada ao mercado do fresco.

A nova fábrica, que António Farinha considera fundamental “por razões de stock”, permitirá fornecer bivalves congelados para outros continentes, uma vez que a durabilidade do produto congelado é de cerca de dois anos, ao contrário do fresco, que dura no máximo sete dias.

O administrador da CPA acrescentou que a empresa quer lançar-se na comercialização de mexilhão pré-cozido, em lata de conserva ou em “paté”, inovação que pode também ser aplicada a outras espécies, como a vieira.

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