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Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas reuniu-se no Algarve para manter presidente em funções

© Luís Forra/Lusa
© Luís Forra/Lusa

O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) reuniu-se ontem no Algarve e da reunião saiu o voto de confiança a António Rendas no cargo de presidente deste órgão, informou o próprio, que tenciona manter-se em funções até ao fim do primeiro trimestre de 2014.

“Eu coloquei o meu lugar à disposição na reunião de novembro, voltei a expor a situação aos meus colegas e quero deixar muito claro que mantive o voto de confiança dos meus colegas e que me manterei em funções até final do primeiro trimestre de 2014”, declarou António Rendas, à saída da reunião do CRUP, ontem reunido na Universidade do Algarve.

Em novembro, durante a reunião mensal do CRUP, realizada na Universidade do Minho, em Braga, António Rendas anunciou a decisão de “suspender a participação em reuniões com o Governo ou organismos regionais sobre a reestruturação da rede de ensino superior”, anunciando ainda, na mesma altura, a sua demissão do cargo de presidente do conselho.

Em declarações aos jornalistas a saída da reunião de ontem em Faro, António Rendas acrescentou que depois de março de 2014 “voltará a avaliar a situação”, mas asseverou que agora voltou a ser presidente do CRUP “de corpo inteiro”.

Questionado pelos jornalistas sobre o que tinha mudado para se manter em funções, António Rendas valorizou a presença do secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, na reunião de hoje do CRUP, e sublinhou o facto de estarem – CRUP e tutela – “a definir uma agenda de trabalho” para os próximos meses.

O CRUP, pela voz de António Rendas, reiterou que a expectativa para 2014 ainda está em aberto.

“Estes próximos três meses vão ser muito importantes, nos quais o CRUP está empenhado de corpo inteiro (…) mas a expectativa continua a existir”, declarou António Rendas, escusando-se a dizer se as verbas cativadas para o Ensino Superior vão, ou não, ser desbloqueadas.

Os reitores têm vindo a queixar-se de um corte injustificável, em 2014, de cerca de 30 milhões de euros e da cativação de 10 milhões de euros do orçamento de 2013.

“O CRUP não pode deixar de, neste momento, expressar as suas fundadas reservas quanto às políticas que o Governo adota no tratamento do sistema universitário e, por isso, à viabilização do funcionamento das universidades públicas de acordo com padrões de qualidade que prestigiem Portugal e sirvam o futuro dos portugueses”, lê-se num comunicado do CRUP publicado após a reunião no Algarve.

O secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, disse, por seu turno, que na reunião com o CRUP se discutiram estratégias, como a internacionalização ou colaboração entre Governo e CRUP, para garantir que o ensino superior português mantenha a “alta qualidade” a que habituou.

José Ferreira Gomes escusou-se a falar sobre o corte das verbas e a cativação dos 10 milhões de euros e lembrou que o Orçamento do Estado de 2014 estava agora na fase de encerramento e que as instituições tinham de ser acompanhadas, de modo a poderem “manter a seu funcionamento e a sua qualidade de ensino, num quadro que é de grande disciplina orçamental para cumprir um objetivo de défice muito difícil”.

com Lusa

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