O Conselho Pastoral da Diocese do Algarve (CPDA) voltou a reunir-se no passado sábado, 06 de dezembro, para continuar a refletir sobre a aplicabilidade na diocese das conclusões do documento final do Sínodo dos Bispos sobre a sinodalidade, decorrido entre 2021 e 2024.

A assembleia do CPDA esteve inicialmente marcada para 15 de novembro, mas por causa da depressão Cláudia, que afetou severamente o Algarve, acabou por ser adiada para o último sábado, tendo lugar durante a manhã no Centro Paroquial de Loulé.

Aquele órgão consultivo prosseguiu então na apresentação de sugestões tendo em vista a aplicação a nível diocesano e paroquial das conclusões saídas daquela assembleia magna decorrida no Vaticano, tendo centrado o seu trabalho nas partes II e III do documento final do Sínodo que se refere concretamente à “Conversão das Relações” e à “Conversão dos Processos”, tidas em conta no programa pastoral deste ano (https://folhadodomingo.pt/igreja-do-algarve-lanca-segundo-ano-do-trienio-pastoral/).

O processo sinodal em curso teve início em 2021, com a auscultação de milhões de pessoas nas comunidades católicas de todo o mundo. A primeira sessão da XVI Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, decorreu em outubro de 2023 e a segunda entre 2 e 27 de outubro de 2024, com o tema ‘Por uma Igreja sinodal: participação, comunhão, missão’.

Na conclusão do processo, o Papa Francisco promulgou o documento final e enviou-o às comunidades católicas, “sem publicação de exortação pós-sinodal, uma possibilidade prevista na constituição apostólica ‘Episcopalis communio’ (2018)”, convocando ainda uma inédita Assembleia Eclesial, para 2028.

A 30 de junho, o Vaticano publicou um documento com “pistas para a fase de implementação” do Sínodo nas comunidades católicas, que sublinham a necessidade de “experimentar” e transformar práticas eclesiais.

Até dezembro de 2026, estão previstos “percursos de implementação nas Igrejas locais e nos seus agrupamentos”; no primeiro semestre de 2027 devem acontecer “assembleias de avaliação nas dioceses”, a que se seguem, no segundo semestre, “assembleias de avaliação nas Conferências Episcopais nacionais e internacionais”.

Para o primeiro quadrimestre de 2028 vão ser marcadas “assembleias continentais de avaliação”.

O documento propõe processos de discernimento eclesial para “identificar formas e procedimentos de governação adequados a uma Igreja sinodal”, bem como a valorização de “experiências de escuta e diálogo nas comunidades”.

As pistas destinam-se, em primeiro lugar, aos bispos diocesanos e equipas sinodais, oferecendo critérios para que a implementação a nível local esteja em harmonia com a de toda a Igreja.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Na reunião do CPDA, no passado sábado, o bispo diocesano referiu que “todo este caminho não se trata propriamente de um método novo, de uma metodologia ou de uma estratégia”. “Aquilo que preside a esta implementação e a este caminho sinodal é, acima de tudo, uma espiritualidade. Esta espiritualidade tem de estar bem presente quando pensamos em caminho sinodal”, declarou D. Manuel Quintas.

O bispo do Algarve regozijou-se ainda com o trabalho daquele órgão consultivo da diocese. “Saímos daqui mais conscientes da Igreja que somos e da Igreja que queremos ser”, considerou.

O Conselho Diocesano de Pastoral é um órgão consultivo da diocese que tem como objetivo aconselhar o bispo em relação à vida pastoral da Igreja local.

com Agência Ecclesia