Na passada sexta-feira, 07 de agosto, o padre Henrique Varela e a irmã Eliete Duarte, naturais de Monchique, celebraram, respetivamente, os 60 anos de ordenação sacerdotal e da «Missa Nova» e os 50 anos de vida consagrada naquela sua paróquia natal.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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Na celebração da Eucaristia na igreja paroquial, padre Pedro Manuel, impulsionador daquela Missa comemorativa, destacou a dimensão daquelas duas vidas. “Uma totalmente entregue à nossa diocese em tantos serviços, nomeadamente naquele que mais se destacou, que foi o de responsável da catequese do Algarve e no sul do país, do padre Varela, e tantos anos também como pároco, nos últimos 30 anos na cidade de Loulé. E a Irmã Eliete, por este país fora e não só, com responsabilidade tão grande que ainda mantém, da Paulinas Editora. Que bênção tão grande para a nossa terra podermos hoje, numa só celebração, evidenciarmos duas formas de vida tão ilustres, que nos enchem o coração de orgulho e simpatia cristã e, ao mesmo tempo, também de testemunho”, afirmou.

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Na celebração da Eucaristia, presidida pelo padre Henrique Varela, o sacerdote realçou que o seu ministério presbiteral tem sido marcado pela Virgem Maria. “Comecei sob o auspício de Nossa Senhora, aqui nesta igreja onde fui batizado dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Depois, como sacerdote, fui para uma terra também muito marcada pela devoção a Nossa Senhora: Armação de Pêra e Pêra. Pêra: Nossa Senhora da Encarnação e Nossa Senhora da Rocha. Armação de Pêra: Nossa Senhora dos Navegantes e Nossa Senhora dos Aflitos”, afirmou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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“E depois fui para Loulé. Loulé, também marcada pela devoção a Nossa Senhora da Piedade”, prosseguiu, entoando um sonoro “viva a Mãe Soberana!” na expetativa de resposta da assembleia que não se fez esperar. O sacerdote lembrou ainda que em Loulé a Mãe de Jesus também é venerada como “Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Bom Sucesso e Nossa Senhora da Boa Hora”.

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“Depois fui para Faro, onde fiquei um tempo próximo da Sé, que é também dedicada a Nossa Senhora da Assunção. E por isso, eu sinto que Maria, a Mãe, me tem dado a mão para eu poder estar agora aqui. Se não, não podia estar”, disse ainda.

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O padre Henrique Varela lembrou ainda que do seu curso saíram cinco sacerdotes, tendo mais dois sido ordenados consigo na mesma celebração presidida pelo então bispo do Algarve, D. Júlio Rebimbas. “Três foram por outros caminhos, um morreu… estou eu. E agora estamos à espera que outros jovens de Monchique queiram também seguir o caminho que nós seguimos”, declarou, enumerando alguns dos sacerdotes, seus conterrâneos, também naturais de Monchique.

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O aniversariante lembrou ainda que, para além de pároco, foi serviu também o Algarve noutros serviços. “Sobretudo nos trabalhos da catequese. Durante 20 anos percorri esta diocese de ponta a ponta, fazendo pequenos cursos para catequistas. E também, depois, dediquei-me ao trabalho com os professores do 1.º ciclo, sob a inspiração e com a ajuda de uma senhora que não está aqui porque está doente, a dona Teresa Ventura, que foi minha conselheira e a minha ajuda neste trabalho. Fizemos encontros com professores em todos os concelhos do Algarve. Praticamente contactámos com todos os professores dessa altura”, contou, acrescentando ter sido ajudado nos trabalhos da catequese pelas Irmãs Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus, que consigo “fizeram imensos pequenos cursos para catequistas”. “As irmãs paulinas também nos ajudavam com os seus livros”, completou.

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O sacerdote disse ainda ter gostado de estar em Loulé, “sobretudo pela devoção a Nossa Senhora”. “Agradeço ao meu Deus os dons que me concedeu. Se alguns dos meus colegas seguiram por outro caminho… eu não sou melhor do que eles. Se aqui estou, foi porque o Senhor me pôs a mão por baixo e me ajudou sempre, sempre, sempre. Um grande, grande obrigado ao meu Deus”, afirmou o sacerdote que agradeceu ainda a presença de todos, particularmente dos seus colegas sacerdotes.

 

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A irmã Eliete Duarte, pertencente ao Instituto Missionário das Filhas de São Paulo (paulinas), partilhou as suas memórias da infância ali vivida e da caminhada feita na Ação Católica que disse ter contribuído para a descoberta da sua vocação. A religiosa agradeceu igualmente a todos os presentes, incluindo as religiosas do seu instituto que também ali estiveram e os seus familiares que sempre a “acompanharam” e “estimularam” na sua vocação.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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“O colega do padre Varela que morreu de acidente era o padre Sustelo. Foi meu diretor espiritual durante muitos anos. E quando falava da minha vocação, dizia: «Ser missionária não significa ir para África. Temos que começar a ser missionários onde nós estamos e com quem nós vivemos». E a maior alegria que sinto é essa de ser missionária: estar à frente de uma editora que não se limita a publicar livros para Portugal. Nós temos um trabalho muito bonito para toda a África de expressão portuguesa. E eu sinto-me realmente missionária a trabalhar num pequeno escritório. O Senhor deu-me essa grande satisfação e alegria”, declarou.

“Jesus, como foi importante sentir-me escolhida e enviada. Nas Tuas mãos coloco tudo o que sou e aquilo que fui realizando ao longo dos anos. Sinto-me verdadeiramente muito feliz e se voltasse atrás, de novo aceitaria que me escolhesses e consagrasses. E agora digo como o salmista: «Senhor, porção da minha herança e do meu cálice, está nas vossas mãos o meu destino». Obrigada Jesus porque, apesar de todas as minhas fragilidades, continuas a usar-me e a acolher-me como discípula e filha predileta, para Te revelar e dar a conhecer através da minha vida e missão. Aqui estou, Jesus, usa-me. Sou toda Tua. Nas Tuas mãos entrego toda a minha vida”, afirmou ainda a irmã Eliete Duarte.

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O vigário-geral da Diocese do Algarve, cónego Carlos César Chantre, informou que D. Manuel Quintas enviou abraço fraterno a ambos os aniversariantes e lembrou que o administrado apostólico da diocese só não esteve presente porque ainda recupera da intervenção cirúrgica a que foi sujeito.

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Depois da celebração — que foi concelebrada, para além do cónego César Chantre e do padre Pedro Manuel, este também natural de Monchique, pelos cónegos Carlos de Aquino e Mário de Sousa e pelos padres Ananias, António Manuel Martins, Fábio Pedro, Getúlio Bica, José Nunes (também natural de Monchique) e Tiago Veríssimo, e contou com o serviço do diácono Manuel Chula (também natural de Monchique) — seguiu-se um almoço-convívio no salão paroquial.

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