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O Algarve foi a região do continente com maior aumento do número de desempregados por mil habitantes durante o mês de março em relação ao mesmo período do ano passado, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística.

O aumento no Algarve atingiu 152,5%, de acordo com o boletim hoje publicado relativo ao impacto socioeconómico da pandemia da covid-19.

Dos 123 municípios do continente em que o número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou durante março deste ano, 35 deles, situados no Alentejo e Algarve, dobraram o número em relação ao mesmo período do ano anterior.

A média nacional de novos desempregados entre os 15 e 64 anos por mil habitantes situou-se nos 8,2, mas no Algarve a média foi quase o dobro (16).

No continente diminuiu também em março o número de pessoas que conseguiu trabalho através dos centros de emprego, sobretudo no Algarve (menos 53,8%) e Área Metropolitana de Lisboa (menos 37,6%).

Quanto ao consumo, no país inteiro em março houve uma diminuição de 20,1% no valor dos levantamentos de dinheiro nos terminais de multibanco por habitante em relação ao mesmo mês do ano anterior, destacando-se a Área Metropolitana de Lisboa e o Algarve, que tiveram quebras nos levantamentos superiores à média nacional, de 23,3% e de 20,2%, respetivamente.

Desde janeiro de 2019 que os levantamentos vinham diminuindo e desde o início deste ano que vinham diminuindo também as compras por multibanco.

Este indicador diminuiu em março 14,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, destacando-se também Algarve e Área Metropolitana de Lisboa, com quedas de 19,6% e 14,5%, respetivamente.

Portugal contabiliza 1.114 mortos associados à covid-19 em 27.268 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

O país entrou domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

com Lusa

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