Pub

A Diocese do Algarve promoveu um inquérito para apurar o impacto da pandemia de Covid-19 no ensino da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC).

A iniciativa foi promovida pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Escolar (SDPE) junto dos docentes de EMRC.

Nas conclusões do questionário, a que o Folha do Domingo teve acesso, os professores foram unânimes em considerar que os últimos dois anos letivos “foram bastante difíceis” e cheios de “desafios” para o ensino da disciplina que é de oferta obrigatória nas escolas públicas, mas de frequência facultativa.

Os inquiridos consideraram este como um “tempo cheio de grandes oportunidades de aprendizagem e de fazer novas coisas com os alunos”.

Os docentes referiram que “o ensino à distância correu muito bem”. “Foi positivo manter, mesmo assim o contacto semanal com os alunos e conseguir desenvolver algumas atividades”, realçaram, explicando que “foram criadas aulas cativantes e envolventes com uso de vários recursos e ferramentas” digitais, desenvolvidos também na disciplina de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Alguns referiram ainda ter procurado “privilegiar a comunicação pelas redes sociais” e a “partilha de estratégias” entre alunos.

Entre os aspetos que mais condicionaram o desenvolvimento da disciplina, os educadores apontam a falta de atividades presenciais e extraescolares, promotoras de inter-relações, de saberes e competências como a celebração dos Dias de EMRC ou as visitas de estudo.

Os professores lamentaram também a impossibilidade de desenvolverem presencialmente nos últimos anos a campanha de matrículas na disciplina.

O professor Dimas Pedrinho, membro do Departamento da EMRC no Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC), já tinha sugerido que “se organize um pequeno grupo de trabalho no sentido de se dar seguimento a uma série de sugestões que os professores trouxeram” por via deste inquérito realizado no Algarve.

A Diocese do Algarve conta este ano com 26 professores a lecionar a disciplina. Para além destes há mais quatro que não estão presentemente a lecionar por estarem a desempenhar outras funções educativas ou de baixa médica.

Pub