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Foto © Samuel Mendonça
Foto © Samuel Mendonça

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) apresentou na quinta-feira aos empresários do setor afetados pelo temporal de 01 de novembro em Albufeira, que provocou prejuízos de 14 milhões de euros, apoios financeiros com condições especiais.

Entre os benefícios está a garantia de prazos de resposta mais rápidos aos pedidos de financiamento, esclareceu o resonsável da associação Pedro Carvalho, observando que a associação conseguiu ainda que fosse concedida isenção por um semestre da taxa aplicada a estabelecimentos que usam música gravada.

“Os benefícios que aqui apresentámos foram vários, (…)nomeadamente uma linha específica para o setor da hotelaria e restauração, a linha de apoio à qualificação de oferta, uma linha do Turismo de Portugal protocolada com a banca”, explicou à Lusa Pedro Carvalho da AHRESP.

Na apresentação, dedicada aos empresários do setor da hotelaria e restauração, a associação foi questionada também sobre a possibilidade de conseguir condições especiais para os empresários cujas empresas são de outro setor.

Pedro Carvalho adiantou que a associação e outras entidades, como a autarquia e a Associação Empresarial da Região do Algarve (NERA), vão tentar sensibilizar o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI) para tentar adaptar programas para apoio a PME.

No final da sessão, o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Carlos Silva e Sousa, afirmou que existem outras entidades bancárias e seguradoras que estão a criar produtos específicos para apoiar os empresários afetados pelas últimas cheias.

Atualmente, estão ativos um fundo de emergência destinado à recuperação das infraestruturas municipais e públicas, um fundo de socorro social para auxiliar pessoas que tenham ficado desalojadas ou que careçam de apoio por falta de meios próprios e uma conta de emergência que suporta as despesas não assumidas pelas entidades, como é o caso de apólices de seguro que não cobrem o risco de inundação ou para pessoas que não tinham bens segurados.

Carlos Silva e Sousa adiantou que o município criou uma equipa multidisciplinar que está a ajudar as pessoas afetadas a elaborarem os seus pedidos de apoio, isentou os empresários de taxas de ocupação de via pública até meados de fevereiro e deliberou a isenção do pagamento dos consumos de água, que aumentaram face aos trabalhos de limpeza e recuperação de estabelecimentos e habitações.

“Neste momento, a nossa preocupação não é cobrar taxas”, vincou, acrescentando que a prioridade da autarquia está na reabertura rápida dos estabelecimentos afetados.

Além dos prejuízos registados, a autarquia vai ter de fazer face aos danos existentes em quase todo o território do concelho, como por exemplo na zona da Oura, nas praias de Santa Eulália e Maria Luísa, Paderne e em várias linhas de água.

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