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Escuteiros algarvios celebraram S. Paulo, procurando o “melhor” de si e pondo-se ao serviço

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Foto © Karina Pinto

O propósito era simples: celebrar o Dia de São Paulo, patrono da IV secção do Corpo Nacional de Escutas (CNE), procurando que cada membro seu, Caminheiro ou Companheiro (escuteiros dos 18 aos 22 anos, respetivamente dos ramos terrestre e marítimo) descobrisse o “melhor” que há em si.

Realizada em torno do imaginário do filme “The Way”, tendo como lema, “A vida não se escolhe, vive-se”, a atividade, promovida pela Junta Regional do Algarve do CNE, através da sua Secretaria Pedagógica da IV Secção em colaboração com o Agrupamento 413 de Ferragudo, teve lugar naquela vila de 26 a 28 de janeiro com a participação de 90 Caminheiros e Companheiros e 20 dirigentes.

O filme do ator e realizador Emilio Estevez conta a história de Tom (Martin Sheen), um oftalmologista americano que ao perder o seu único filho – Daniel (Emilio Estevez) -, falecido numa tempestade, quando percorria o Caminho Francês para Santiago de Compostela, decide deixar a sua vida vazia de sentido e iniciar uma peregrinação, refazendo a trajetória do filho. A experiência permite-lhe descobrir o significado de uma das últimas coisas que filho lhe disse ao evidenciar-lhe que existe diferença entre a vida que se vive e a vida que se escolhe.

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Foto © Karina Pinto

Assim, na sexta-feira à noite (26 de janeiro), os escuteiros montaram acampamento junto à praia da Angrinha e realizaram uma caminhada pelo areal com o intuito de descobrirem o melhor deles próprios. A dinâmica passou pela resposta a perguntas que lhes foram formuladas e que, posteriormente, queimaram, aproveitando as cinzas para uma evocação ao filme que serviu de imaginário.

Dia_s_paulo33a_2017No sábado (27 de janeiro), após a alvorada, a oração da manhã e o pequeno almoço, os jovens puseram então o seu “melhor” ao serviço da comunidade. Numa iniciativa que teve o apoio da Junta de Freguesia local, com a disponibilização de materiais e viatura de apoio, os escuteiros dedicaram-se à manutenção de uma ponte, muros e equipamentos públicos nas ruas e ruelas de Ferragudo. O dia terminou com o tradicional Fogo de Conselho à noite.

No domingo (28 de janeiro), após a alvorada, a oração da manhã e o pequeno almoço, os escuteiros realizaram por grupos (clãs) um jogo de estratégia pelas praias vizinhas, seguindo-se a desmontagem do acampamento e o almoço.

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Foto © Samuel Mendonça

De tarde teve lugar na praia a eucaristia presidida pelo assistente regional do CNE, tendo o padre Nelson Rodrigues destacado que “Deus olha para o melhor” de cada um. “É por isso que nos agarra, nos abraça e que nos dá, todos os dias, novas oportunidades para o amar”, afirmou.

O sacerdote lembrou haver um “projeto de felicidade para todos”. “O projeto de felicidade começa em dar-me conta de quem é que eu sou, aprender a gostar de mim e a aceitar que Deus me ama como eu sou”, explicou, acrescentando que só depois é que se pode partir para a “aventura de ousar ser feliz”. “A felicidade de que Jesus fala não é a felicidade como nós queremos”, advertiu, explicando que “a felicidade poderá ser experimentada praticando a justiça e a humildade”. “De vez em quando, o Senhor assalta-nos com uma cruz. Se fores capaz de confiar no Senhor e de suportar a cruz, saberás o que é felicidade. O segredo é este: quando a cruz te visitar, aceita-a, abraça-a e estão poderás experimentar a paz”, complementou, pedindo que “sejam luzes para iluminar outros jovens que vivem na escuridão” e o “mundo que necessita de conhecer Jesus Cristo”.

Presente no encerramento da atividade, a chefe regional-adjunta, Margareta Silva também pediu aos escuteiros que “conquistem o mundo”. “Tenham sempre presente os vossos objetivos e nunca percam a vossa fé”, apelou.

O CNE foi fundado no dia 27 de maio de 1923, por ação de D. Manuel Vieira de Matos, arcebispo de Braga, e está atualmente presente em todas as dioceses de Portugal, registando um efetivo de 73.000 associados (59.000 crianças e jovens e 14.000 adultos), sendo que no Algarve são cerca de 2.200 elementos pertencentes a 33 agrupamentos, com cerca de 281 Caminheiros e Companheiros no total.

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