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© Samuel Mendonça

Os Pioneiros e Marinheiros (elementos dos 14 aos 18 anos), respetivamente dos ramos terrestre e marítimo, do Corpo Nacional de Escutas (CNE) da região do Algarve celebraram, uma vez mais, o Dia da III Secção, a que pertencem.

Promovidas pela Junta Regional do Algarve do CNE, através do seu Departamento Regional da III Secção em colaboração com o Agrupamento 714 de Albufeira, as comemorações do Dia do Pioneiro/Marinheiro decorreram no último fim de semana, este ano em Albufeira.

Tendo como tema “Com Abraão abraçamos o mundo”, a atividade, na qual participaram 363 elementos (298 Pioneiros e Marinheiros – respetivamente, de 54 equipas e equipagens de 27 agrupamentos algarvios –, 50 dirigentes, 7 candidatos a dirigentes e 8 Caminheiros), foi construída em torno do imaginário da viagem do patriarca bíblico com o povo até ao Egito.

No sábado, após a concentração na baixa de Albufeira, junto à Praia dos Pescadores, a abertura oficial e a oração, os escuteiros formaram um logótipo humano alusivo à III Secção e constituíram «famílias», como na época de Abraão, com membros de agrupamentos diferentes para promover o intercâmbio entre os participantes.

Antes de partirem para o raide que os levou até à Praia da Falésia, alusivo à caminhada no deserto que Abraão fez com o povo para o Egito, cada “família” teve de criar um distintivo identificativo.

Ao longo da costa, os escuteiros passaram por oito postos que representaram os locais, de Ur ao Egito, por onde Abraão e o povo passaram e que significaram as dificuldades sentidas na viagem. Lembrando a falta de alimento, os jovens escutas tiveram de confecionar queijo e pão; invocando a falta de água, tiveram de realizar jogos cujo objetivo foi a sua recolha e preservação e tiveram de moldar um copo em barro; e recordando as intempéries, foram desafiados a alguns jogos de destreza.

Chegados ao final do dia de sábado ao «Egito» do acampamento, junto à pista de crosse das Açoteias, montaram as tendas e preparam-se para o Fogo de Conselho da noite, a “Festa do Grande Povo” realizada num pavilhão nas imediações do acampamento devido às baixas temperaturas que se fizeram sentir.

No domingo de manhã, acordaram na «Terra Prometida» para realizar 10 jogos inspirados em cada artigo da Lei do Escuteiro, alguns dos quais de cariz mais físico que promoveram a cooperação e interajuda, enquanto outros fomentaram o respeito mútuo, a criação artística, a culinária ou a naturopatia. Por exemplo, num dos desafios tiveram de compor uma canção, noutro conheceram as potencialidades e benefícios do Aloé Vera e um outro implicou a confeção de biscoitos que foram entregues ao Lar de Infância “Os Pirilampos”, uma valência da Santa Casa da Misericórdia de Albufeira que acolhe crianças em risco.

O cumprimento destes desafios foi apresentado aos escutas como a consecução do percurso ideal que possibilitou a Abraão alcançar a Terra Prometida e, em cada posto, as «famílias» participantes recolheram um cartão que lhes permitiu no final reconstruir a história do patriarca bíblico.

Após o almoço, foi celebrada a eucaristia, presidida pelo assistente regional do CNE, o padre António de Freitas, e a atividade terminou com a avaliação, a entrega de prémios e o momento do adeus.

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