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Festival de paraquedismo reuniu equipas de todo o mundo em Portimão

ParaquedasCerca de 350 paraquedistas participaram no “Beech’99 – Boogie”, festival de paraquedismo que terminou hoje no aeródromo da Penina, em Portimão, reunindo algumas das principais equipas mundiais da modalidade, em preparação para as diversas competições internacionais.

Organizado pela escola SkyDive Algarve, o festival internacional de paraquedismo realiza-se anualmente desde 1999, tendo este ano a organização decidido angariar verbas para o Refúgio Aboim Ascensão, de Faro, com a venda de t-shirts alusivas ao evento.

“Decidimos ajudar instituições de solidariedade social e, este ano, propusemo-nos angariar verbas para uma instituição que apoia crianças. Felizmente, a adesão tem sido elevada e conseguimos reunir uma verba significativa”, disse à agência Lusa Ruben Gaspar, da SkyDive Algarve.

Segundo aquele responsável, o donativo dos participantes e a venda de 190 t-shirts permitiu recolher cerca de 2.000 euros, verba que vai ser entregue ao Refúgio Aboim Ascensão de Faro.

Ruben Gaspar acrescentou que a angariação de fundos para as instituições de solidariedade social “irá continuar ao longo dos vários eventos agendados” naquele aeródromo algarvio.

“Queremos contribuir para minorar as dificuldades que as instituições estão a sentir nesta altura de crise”, destacou aquele responsável, acrescentando que “os participantes são informados aquando da inscrição e, até agora, têm-se manifestado agradados com a iniciativa”.

O Boogie em Portimão é já uma referência a nível mundial, devido às condições meteorológicas que a região oferece aos praticantes da modalidade, permitindo que as equipas possam iniciar a sua preparação para os vários campeonatos que se disputam em todo o mundo.

“Atualmente, são realizados três eventos anuais, mas este é o que reúne o maior número de praticantes de todo o mundo, que fazem aqui a sua preparação de início de época”, disse Ruben Gaspar.

As condições climatéricas do Algarve permitem, segundo os organizadores, fazer uma média de cerca de 720 saltos diários, a uma altitude entre os 14.000 e os 16.000 pés (cerca de 4.200/4.800 metros).

Os saltos são proporcionados por dois dos aviões mais rápidos do mundo do paraquedismo, o Bechh’99 e o DO28, aeronaves que atingem os 16.000 pés de altitude (cerca de 4.800 metros) em apenas oito minutos.

O evento – que decorreu nas últimas duas semanas – acabou por ficar marcado por um acidente que, no passado domingo, vitimou uma jovem paraquedista portuguesa, o segundo acidente fatal ocorrido pelo segundo ano consecutivo.

“Infelizmente e apesar do paraquedismo ser considerado um desporto seguro, tem os seus riscos e, lamentavelmente e pelo segundo ano consecutivo, registámos um acidente com consequências fatais”, lamentou Norbert Meier, proprietário da escola de paraquedismo organizadora do evento.

“Foi um acidente que não devia ter acontecido, mas infelizmente ocorreu. O paraquedismo é um desporto com regras rígidas de segurança, tem riscos que muitas vezes não se conseguem evitar”, frisou.

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