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O britânico Lewis Hamilton (Mercedes) venceu ontem o Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1, no Autódromo Internacional de Portimão, e tornou-se no piloto mais vitorioso da história da modalidade, com 92 triunfos.

Hamilton, que partiu da ‘pole position’, deixou o companheiro de equipa, o finlandês Valtteri Bottas (Mercedes), a 25,592 segundos e o holandês Max Verstappen (Red Bull) a 34,508.
Com estes resultados, o piloto britânico ficou mais perto do sétimo título mundial, tendo alargado a liderança do campeonato.

Hamilton, que partiu da ‘pole position’, concluiu as 66 voltas ao traçado algarvio, onde se disputou a 12.ª prova da temporada, em 1:29.56,828 horas.

Foto © EPA/Jorge Guerrero

No 263.º GP disputado por Hamilton, esta foi a 162.ª vez em que o atual campeão do mundo (seis títulos) subiu ao pódio (outro recorde), ficando em 92 delas no degrau mais alto.

O triunfo em Portugal foi, também, o oitavo da temporada em 12 corridas disputadas, décimo pódio do ano.

Por tudo isto, Hamilton ficou ainda mais isolado na liderança do Mundial, agora com 256 pontos, contra os 179 de Bottas e os 162 de Verstappen.

A de hoje foi uma das corridas mais animadas da temporada, graças, também, aos pingos de chuva que caíram no momento da partida e que baralharam as contas dos pilotos.

Hamilton, como se previa, segurou a liderança, mas Verstappen foi mais lesto do que Bottas e chegou ao segundo lugar, prontamente recuperado pelo finlandês na terceira curva.

O piloto da Red Bull pareceu ter-se distraído e saiu largo, envolvendo-se, ainda, num toque com o mexicano Sergio Perez (Racing Point).

O líder viria a apanhar um susto na curva sete, devido à humidade do asfalto, a demorou algumas voltas a ganhar confiança com o carro.

Aproveitou Bottas para saltar para a frente, até se ver ultrapassado pelo espanhol Carlos Sainz (McLaren), que surpreendia tudo e todos, vindo da sexta posição da grelha.

Mais atrás, outro finlandês, no caso Kimi Raikkonen (Alfa Romeo), que fazia uso da experiência acumulada, também no Mundial de Ralis, subiu até ao sétimo lugar.

O aguaceiro rapidamente secou e a normalidade regressou. Sainz começou a andar para trás após cinco voltas em primeiro, tal como Raikkonen.

Foto © EPA/José Sena Goulão

Até que, à 20.ª volta, Hamilton recuperou a liderança, para não mais a perder, nem mesmo quando se viu acometido por cãibras na parte final da corrida, registando, mesmo, a volta mais rápida da prova.

“Nunca pensei nos números, porque isso é uma distração. Houve chuva, tanto vento, e esta pista é tão exigente…”, comentou, no final.

Em quarto lugar terminou o monegasco Charles Leclerc (Ferrari), a 1.05,312 minutos, o último dos pilotos a concluir a prova na volta do vencedor.

O francês Pierre Gasly (Alpha Tauri) foi quinto, já a uma volta de Hamilton, seguido por Carlos Sainz, o mexicano Sergio Perez, o francês Esteban Ocon (Renault), o australiano Daniel Ricciardo (Renault) e o alemão Sebastian Vettel (Ferrari).

O canadiano Lance Stroll (Racing Point) foi o único piloto a desistir, depois de colidir com o McLaren do britânico Lando Norris.

com Lusa

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