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‘Gen Verde’ cantou em eucaristia em Faro e testemunhou trabalho com juventude

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O grupo feminino de expressão artística do Movimento dos Focolares – ‘Gen Verde’ cantou na terça-feira na eucaristia celebrada na igreja da paróquia de São Luís de Faro, responsável pela sua vinda ao Algarve para apresentar o seu mais recente álbum “From the Inside Outside” num concerto que terá lugar esta noite pelas 21h, no Teatro das Figuras, em Faro.

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Na celebração, presidida pelo bispo do Algarve, as artistas interpretaram em registo acústico canções, três das quais em português, acompanhadas apenas pela guitarra de Mileni Vaz Pastore.

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A participação na eucaristia expôs assim uma outra faceta do grupo, distinta da vertente mais de espetáculo e de palco, que visa a criação musical para liturgia, um trabalho que realizam já há vários anos e que está, sobretudo, materializado no cd “Il Mistero Pasquale”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Na celebração, o bispo do Algarve destacou a importância desse trabalho. “Este grupo vem mostrar-nos que esta linguagem universal que é a música é um instrumento valiosíssimo também para o anúncio do evangelho, para o testemunho da pessoa de Cristo, para a defesa dos valores cristãos”, afirmou D. Manuel Quintas.

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O prelado acrescentou que o Movimento dos Focolares “cria, provoca esta atitude de tudo abranger e abraçar, à semelhança do próprio coração de Cristo e de construir a unidade e a comunhão”. “Por isso, este movimento tem tantos ramos, articula-se de tantas maneiras e de tantos modos, abrange tudo e todos, crianças, adolescentes, jovens, adultos, famílias, religiosos”, afirmou, considerando o movimento “uma obra do Espírito, na medida em que da diversidade e da sua complementaridade, procura a comunhão”. “Este movimento foi, verdadeiramente, obra do Espírito que sopra onde quer, como quer e conduz todos à unidade – a grande força deste movimento –, à comunhão, para o sentido da família, para a urgência de caminhar juntos para o coração de Deus”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“A música é um poderoso instrumento para o anúncio do evangelho, sobretudo quando é expressão de fé, amor, desta unidade e comunhão”, sustentou.

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D. Manuel Quintas lembrou ainda que o Movimento dos Focolares, “que se expandiu pelos cinco continentes”, nasceu pela mão de Chiara Lubich “no contexto da última Guerra Mundial” quando “redescobriu o sentido da palavra de Deus, o evangelho”. “O movimento procura a paz e da diversidade não fazer oposição, mas riqueza e complementaridade”, acrescentou.

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O bispo do Algarve explicou ainda que o movimento integra “gente das mais diversas proveniências e culturas”, para além até dos “limites da própria Igreja [Católica], sendo acolhido pelas outras Igrejas cristãs”, e até de outras religiões. D. Manuel Quintas realçou que, através do movimento, Chiara Lubich procurou valorizar aquilo que elas têm de positivo.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O bispo diocesano deixou um desejo para a passagem do Gen Verde pelo Algarve. “Gostaria que a passagem deste grupo aqui pela nossa diocese nos abrisse o coração, tal como o Espírito quer e deseja, e que desse ao nosso coração as dimensões do coração de Cristo. Gostaria que a passagem do grupo pela nossa diocese fosse para todos nós apelo a vivermos humanamente e, sobretudo, cristãmente à luz da fé, desta maneira e deste modo”, afirmou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Depois da eucaristia e do jantar partilhado, as artistas tiveram um encontro com cerca 50 pessoas, durante o qual apresentaram a origem do grupo nascido em 1966 em Loppiano (Itália), perto de Florença, onde têm a sua sede.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Contaram ainda o trabalho realizado com os jovens no âmbito do projeto “Start Now”, um programa de cinco dias, através qual oferecem várias oficinas de canto, dança, teatro e percussão, preparando os participantes para intervirem nalgumas partes dos concertos. Três jovens algarvios, que foram a Évora no dia 22 deste mês participar no encontro daquele projeto, testemunharam como foi essa participação.

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Alessandra Pasquali, uma das vocalistas do Gen Verde, destacou a importância desse trabalho com os jovens. “Viajamos muito, conhecemos muitas pessoas, mas sentimos que aqui existe ainda aquela pureza nos relacionamentos humanos e muita vontade de participar. Colocam-se logo à disposição e têm uma grande generosidade”, testemunhou, garantido que o grupo, formado por 20 artistas de 14 países diferentes, sai muito enriquecido daquelas experiências.

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Adriana Martins, outra das cantoras, explicou que “a mais importante e primeira coisa na vida de cada uma” para fazer parte do Gen Verde, “é ter escolhido Deus”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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