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Inquérito da Diocese do Algarve para conhecer a realidade religiosa dos jovens obteve cerca de 280 respostas

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A Diocese do Algarve, através do seu Setor da Pastoral Juvenil, promoveu um inquérito online para conhecer a realidade religiosa dos jovens algarvios.

A iniciativa, promovida de julho a setembro deste ano, destinou-se a todos os jovens residentes no Algarve com idades compreendidas entre os 16 e os 30 anos, crentes e não crentes.

O Setor Diocesano da Pastoral Juvenil (SDPJ) adiantou na altura que o objetivo seria “fazer um estudo o mais rigoroso possível sobre o perfil do jovem algarvio, dando relevo a questões relacionadas com a existência de Deus, a fé e a religião”, acrescentando que não se destinava, por isso, ao “público restrito de católicos, mas sim a todos aqueles que, de coração sincero, buscam a verdade nas suas vidas”.

No passado sábado, na reunião do Conselho da Pastoral Juvenil da Diocese do Algarve que teve lugar nas instalações do Seminário de São José, em Faro, o assistente do SDPJ explicou que o questionário pretendeu ser um contributo para ajudar a perceber a realidade concreta algarvia ao nível da juventude. “O que pretendemos é que a diocese, na sua estrutura máxima – o senhor bispo e os seus conselheiros mais próximos –, tenham uma ajuda da nossa parte para as suas reflexões. Já que o Programa Pastoral dá um destaque à juventude que essa reflexão não se faça à margem dos jovens, mas que tenha presente um contributo nosso”, referiu o padre Nelson Rodrigues.

Neste sentido, o sacerdote lembrou que esse foi o objetivo do questionário levado a cabo no último verão e que obteve cerca de 280 respostas. “Estamos a tratar os dados do inquérito”, destacou o sacerdote, acrescentando que, pese embora as conclusões decorrentes do questionário ainda não estejam todas apuradas, já é possível identificar algumas.

Entre estas, aquele responsável adiantou que ser possível concluir que a fé é transmitida aos jovens por via familiar, através dos pais ou avós. “80% dos jovens reconheceram isso. Portanto, se as referências religiosas são ainda hoje dadas pela família, não podemos abdicar da família em toda a ação pastoral da diocese, inclusive na ação pastoral ligada aos jovens”, observou.

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