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Semana_rececao_caloiro_praxeEm plena época de receção aos caloiros e de praxes académicas, direções de universidades e de institutos politécnicos assim como associações de estudantes de todo o país estão cada vez mais atentas a eventuais abusos e no Algarve acontece o mesmo.

Em dezembro do ano passado, seis estudantes universitários morreram na praia do Meco, alegadamente vítimas de uma praxe académica, o que lançou o debate sobre comportamentos violentos e levou o Ministério da Educação a, este ano, distribuir folhetos sobre o assunto e a disponibilizar aos alunos um endereço eletrónico (praxesabusivas@mec.gov.pt) onde podem denunciar abusos.

Cada aluno que “decida livremente integrar-se nas atividades de ‘Praxe Académica’ tem o direito de recusar o seu envolvimento em qualquer prática que considere ofensiva ou indigna, dentro ou fora da instituição”, alertou o reitor da Universidade do Algarve (UAlg), António Branco.

A Associação Académica da UAlg anunciou que vai aproveitar a semana de receção ao caloiro para protestar contra os cortes que vão afetar a instituição em 2015, mas irá também distribuir um folheto aos novos alunos com o endereço eletrónico criado pelo ministério para que as vítimas de abusos nas praxes se possam queixar.

Ivone Portugal, delegada do administrador do Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes (ISMAT) em Portimão, que integra o Grupo Lusófona, referiu que a instituição “está muito atenta às praxes, e acolhe com agrado as recomendações do Ministério da Educação”.

No ISMAT, onde não existe associação de estudantes, “as praxes são moderadas, não havendo registo nem conhecimento de quaisquer casos suscetíveis de maior atenção”.

A agência Lusa contactou também a associação de estudantes e a administração do Campus Académico de Silves, constituído pela Escola Superior de Saúde Jean Piaget do Algarve, que se escusaram a comentar as recomendações do Ministério da Educação sobre as praxes académicas.

Já o Instituto Superior Dom Afonso III (INUAF), em Loulé, estipulou em 2008 através de um despacho, que “só os estudantes do 3º ano, ou que tenham mais do que duas inscrições, é que podem fazer praxe” e que “as atividades de praxe devem decorrer sempre à vista de todos, sendo proibidas praxes em locais ou situações que as retirem do controlo do senso comum”. O documento explicita ainda que a praxe “só pode ser praticada quando aceite por todos, praxantes e praxados”.

com Lusa

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