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© Luís Forra/Lusa
© Luís Forra/Lusa

O Bloco de Esquerda (BE) arrancou hoje, em Faro, dois dias de jornadas parlamentares sob o lema “resposta social à Europa da austeridade” que contam, para além dos deputados, com as duas eurodeputadas, Marisa Matias e Alda Sousa.

Os trabalhos arrancaram de manhã com uma visita de uma delegação do partido à Universidade do Algarve, onde manteve um contacto com o reitor da instituição.

O BE mostrou-se preocupado com os constrangimentos financeiros e “dificuldades de toda a ordem” na Universidade do Algarve, boa parte dos quais transversais a iguais instituições por todo o país.

“Neste momento há um ponto de interrogação sobre a viabilidade do Algarve e nós da parte do BE queremos dar o sinal de que para nós tem de ser apoiada e manter como polo de referência de primeira qualidade como tem sido”, declarou o deputado bloquista Luís Fazenda depois da visita à instituição.

A Universidade do Algarve, lembrou Fazenda, “não é possível de se juntar a outras” e não tem na região “um universo empresarial muito avançado em que se possa dizer que se apoia no tecido empresarial”, mas é “no entanto um polo de referência no Algarve” e também no país.

“Há toda uma série de dificuldades e o reitor mostrou toda a sua dificuldade em gerir uma situação de absoluta penúria”, advertiu o deputado do Bloco.

O BE apresentou ainda um projeto de resolução que pede um referendo nacional ao tratado orçamental europeu, foi anunciado nas jornadas parlamentares do partido.

“Concorda com o Tratado Orçamental?” é a pergunta que o Bloco quer ver os portugueses a responder nas urnas.

“Este pacto orçamental, mais radical que os critérios de convergência nominais em vigor, condena Portugal à estagnação e à recessão”, alertam os bloquistas no projeto que ainda hoje dará entrada na Assembleia da República.

Um défice orçamental “com um teto invariável de 0,5% do Produto [Interno Bruto] significa desastre económico, desemprego em massa, cortes sociais na proteção pública, nos serviços públicos, nos direitos sociais e constitucionais”, advoga o Bloco.

O partido lembra que os cidadãos “nunca foram envolvidos na determinação” do documento, que partiu de “uma escolha das elites” e representa “mais um exemplo de uma governação feita de costas voltadas para as pessoas”.

A rejeição do tratado orçamental tem sido uma das bandeiras do Bloco na pré-campanha para as eleições europeias de 25 de maio.

com Lusa

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