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Em declarações à agência Lusa, João Ministro da Associação de Defesa do Patriónio Cultural e Ambiental do Algarve (Almargem), explicou que a adesão à iniciativa está a “superar todas as expetativas”, com o registo de mais de 300 pessoas inscritas.

“Temos que juntar aos inscritos, as pessoas que, certamente, participarão nas ações previstas que não estão sujeitas a inscrição”, observou aquele responsável.

Durante os três dias do evento, estão agendados passeios de barco, saídas de campo, cursos de identificação de aves de rapina, corrida fotográfica, anilhagem de aves, palestras e contactos com operadores turísticos, que visam, segundo a organização, estimular este segmento turístico na região.

O grifo, a cegonha-preta e o abutre-do-egipto são algumas espécies que podem ser apreciadas, em Sagres, no concelho de Vila do Bispo (Algarve), um dos principais corredores migratórios de aves de rapina.

O birdwatching é um dos produtos integrados no conceito de turismo de natureza, estimando-se que, somente, no Reino Unido, sejam mais de quatro milhões os praticantes desta atividade.

Segundo os organizadores, a Península de Sagres, no Algarve, é uma das regiões em Portugal Continental que reúne as melhores condições para o fomento do ‘birdwatching´, devido à grande diversidade de habitats.

Integrado no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV), o local escolhido para a o 1.º Festival Internacional de Birdwatching, alberga espécies únicas na região e é palco de um fenómeno natural único em Portugal – a migração outonal de aves planadoras.

Organizado pelo município de Vila do Bispo, em parceria com a Almargem, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), Turismo do Algarve e Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), o festival visa dar a conhecer as potencialidades ambientais de uma zona que tem uma presença regular de cerca de 300 espécies de aves ao longo do ano.

Lusa

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