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Mais de um quinto dos alunos da Universidade do Algarve são estrangeiros

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Mais de um quinto dos alunos da Universidade do Algarve (UAlg) são estrangeiros, o que a torna na instituição com maior percentagem de estudantes não nacionais no ensino superior português, atualmente com 86 nacionalidades.

A excelência na sua área de estudo, a facilidade na compreensão da língua, a equivalência nas provas de acesso, o clima ameno e o estilo de vida são alguns dos fatores apontados pelos alunos para terem escolhido Portugal para prosseguirem os estudos.

Segundo a instituição, o número de alunos estrangeiros na academia algarvia duplicou em cinco anos, passando de 11% no ano letivo de 2013/2014 para 20,9% no ano passado, sendo o Brasil o país com maior representatividade.

Atualmente estudam nesta universidade mil estudantes brasileiros, totalizando 10% dos alunos estrangeiros, fazendo da UAlg a instituição de ensino superior com a maior percentagem de estudantes desta nacionalidade em Portugal.

Estes números são o reflexo de a Universidade do Algarve ter sido uma das instituições de ensino superior portuguesa a assinar, em 2014, o acordo que permite aos alunos brasileiros substituírem as provas de ingresso pelos resultados obtidos no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

Atualmente são já 47 as instituições portuguesas com este acordo com o Brasil, que no caso da UAlg se estende-se aos congéneres GaoKao/Liankao (China), ao Exame Unificado de Acesso (Macau) e ao Bachillerato (Colômbia e Equador).

Guilherme Rabczynski contou à Lusa que foi este acordo que lhe deu a oportunidade de trocar o Brasil por um curso de gestão de empresas no Algarve, numa aventura que “ainda agora começou” e onde o mestrado é já o próximo passo.

“Portugal foi uma porta de entrada para conhecer novas culturas e depois expandir e buscar o mundo, talvez os Estados Unidos ou Canadá”, afirmou.

Os mesmo passos seguiu Marília Agostinho de Campos. Depois do ENEM e de ter tentado as universidades brasileiras, decidiu fazer uma pesquisa “no exterior” até que encontrou uma onde poderia aliar “uma referência em gestão de empresa e a qualidade de vida, tudo num só”, descreveu.

Sebastian Sion, do Equador, também aproveitou o acordo com o seu país para realizar o sonho que tinha em “sair do país” e ter uma “experiência diferente” na sua vida. Escolheu o curso de Biologia Marinha na UAlg pelo “reconhecimento na investigação” na área das ciências do mar.

Foi numa mistura de castelhano e português que explicou à Lusa a mais valia em ter aulas em “inglês e português”, dando-lhe a possibilidade de aprender uma nova língua, afirmando que o futuro passa por ficar por Portugal, porque o país “já lhe ficou no coração”.

Os mestrados em língua inglesa são outros dos atrativos da universidade algarvia e a escolha feita pela norte-americana Kate Malmgren para uma especialização em Sistemas Marinhos e Costeiros, depois de vários anos a trabalhar “intensamente” no setor privado, adiantou.

Foi num período de férias no Algarve que descobriu a universidade e uma visita guiada convenceram-na que seria o local ideal para o “início de uma nova carreira”, fora da confusão.

“Vivo na Praia de Faro, vou de bicicleta para a universidade o que tem feito maravilhas para o meu bem-estar,” contou a aluna.

À Lusa, o reitor da UAlg, Paulo Águas, referiu que o crescimento do número de alunos internacionais é o resultado de uma aposta da universidade na internacionalização e num reforço da promoção da instituição no exterior.

O responsável considera que a vinda destes alunos “enriquece o processo de aprendizagem” e que ainda há margem para crescer, podendo chegar “aos 30%” daqui a dois, três anos”, estimou.

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