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© Luís Forra/Lusa
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A oposição, com os votos contra do PS e da CDU, na Câmara de Faro rejeitou ontem a proposta do executivo de retirar as caravanas do parque de campismo da praia de Faro e criar um estacionamento provisório, disse fonte da autarquia.

Na reunião realizada ontem, a proposta foi rejeitada e o executivo municipal liderado por Rogério Bacalhau (PSD) remeteu para hoje esclarecimentos sobre este retrocesso no processo de desocupação do parque de campismo, encerrado ao turismo há 12 anos, que permitiria retirar as 140 caravanas que lá estão instaladas para criar 400 lugares de estacionamento gratuito.

O parque de estacionamento a criar no local do campismo constituiria, segundo a autarquia, uma solução provisória, enquanto decorrem as obras de construção do parque de estacionamento exterior à praia de Faro.

Numa segunda fase, a câmara queria usar o parque como espaço de apoio a atividades náuticas e desportivas, mas o processo mereceu a contestação da Associação dos Utentes e Amigos do Parque da Praia de Faro, que gere o espaço, ocupado apenas por sócios e vedado ao público em geral.

Os utentes do parque de campismo da Praia de Faro contestaram a intenção do município de transformar o espaço num parque de estacionamento provisório, argumentando que os lotes vazios já são usados para parqueamento durante o verão e há 400 famílias que usam o parque e pessoas que residem no local em permanência no local e não têm alternativas.

Após a rejeição da proposta, a Lusa tentou ouvir o presidente da Câmara, mas não foi possível e fonte do gabinete de Rogério Bacalhau remeteu esclarecimento sobre o assunto para hoje, sublinhando que o PS tinha-se posicionado a favor da desocupação do espaço e era prevista a sua abstenção, mas acabou por votar contra.

Apesar da posição favorável dos quatro vereadores da coligação PSD-CDS/PP, os votos dos quatro vereadores socialistas e do único vereador da CDU – que a Lusa também tentou contactar, mas sem sucesso – acabaram por resultar na rejeição da proposta.

A Lusa ouviu a vereação do PS, que justificou o posicionamento contra a proposta do executivo com o facto de ter alertado a Câmara para a necessidade de encontrar alternativas para as famílias que residem no parque e não têm outro local para viver e de a sua proposta de criar um grupo de trabalho para resolver estes problemas ter sido rejeitada pelo presidente da Câmara.

O vereador do PS Luís Graça disse ainda à Lusa que o partido “é contra a utilização atual do espaço”, como “foi dito aos próprios” utentes, considerou que “deve ser encontrada uma solução para aquele local e para as pessoas que lá residem” e “só depois é que se deve aprovar uma proposta para a desocupação do espaço”.

“A Câmara sabe que há pessoas a viver lá, que não têm mais solução e o presidente rejeitou a nossa proposta para criar uma comissão que analisasse as soluções, apesar de o PS ter feito tudo para e de eu me ter disponibilizado pessoalmente para trabalhar com o executivo numa solução”, lamentou Luís Graça.

com Lusa

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