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Oração dos Convívios Fraternos desafiou participantes a levar aos outros a “boa notícia”

“A boa notícia que um dia chegou à minha vida passou de mim a outros ou ficou arrecadada e eu, em vez de portador, tornei-me numa «despensa» onde ficou guardadinho o evangelho?”. Foi esta a pergunta do padre António de Freitas que marcou a vigília de oração, promovida na passada sexta-feira pelo Movimento dos Convívios Fraternos na Diocese do Algarve sob o tema “Ai de mim se não evangelizar”.

Aquele sacerdote, que presidiu na igreja das Ferreiras à celebração com adoração ao Santíssimo Sacramento, destacou que “o cristão não é um guardador da boa notícia”, mas um “portador”. “Nas minhas preocupações está oferecer e dar Cristo aos outros ou, no dia-a-dia, isto não me preocupa? Nas minhas conversas onde é que fica Cristo? No meu olhar onde é que está Cristo? No meu abraço ao outro como é que levo Cristo? Se eu não refletir Cristo para que é que serve a minha vida? E para que é que serviu aquele convívio?”, interrogou, lembrando que o Convívio Fraterno “atualiza-se em cada dia, em cada momento”. “O convívio continua agora, o encontro com Cristo continua agora, a tua paixão por Cristo tem de continuar agora. E com Cristo, a tua paixão pelos outros têm de se atualizar cada dia”, prosseguiu.

“Até podemos fazer estes momentos fantásticos, belíssimos, mas se o ardor de levar Cristo aos outros não estiver em nós isto pode correr o risco de ser teatro”, advertiu o padre António de Freitas, desafiando os convivas algarvios ao “entusiasmo, alegria e paixão por Cristo e compaixão pelos homens para que eles também possam experimentar a alegria de serem amados por Deus”. “Que a nossa paixão por Cristo não seja um sentimento, mas toda a nossa vida”, desejou.

Naquela oração realizada em torno do tema da luz, o sacerdote desafiou assim os cerca de 30 convivas presentes, de várias gerações, a reviverem os “dias intensos” dos seus convívios e a refletirem sobre a sua relação com Jesus, “luz do mundo”. “Ao reconhecermos e aceitarmos Jesus como a «luz» do mundo, também nós nos tornamos «luz», «luz» para nós e «luz» para os outros. O mundo precisa que sejamos reflexo da «luz» que é Cristo, afirmava-se na contextualização inicial da oração.

Marcada também pela simbologia dos gestos, a vigília incluiu o convite aos convivas para acenderem uma luz a partir do círio, “símbolo de Cristo”, numa clara evocação à «luz» «acesa» nos seus convívios. “Ser luz significa mostrar com o nosso testemunho, as nossas palavras e as nossas ações que, realmente, Cristo faz a diferença e que uma vida de acordo com os seus ensinamentos é uma vida mais feliz”, explicou-se.

Complementarmente foi também realizado um outro gesto que recordou igualmente o batismo, com os convivas a serem convidados a dirigirem-se à pia batismal para se benzerem com a água. “A luz e água, dois elementos fundamentais para que exista vida. Ao recordarmos o nosso batismo, ao tocarmos a água e ao sentirmos a luz somos também convidados a perceber que somos enviados por Cristo a gerar vida onde quer que estejamos”, explicou o padre António de Freitas.

A vigília de sexta-feira, participada também por um grupo de elementos do Movimento dos Cursos de Cristandade da paróquia das Ferreiras, teve início com a interpretação de uma adaptação de um hino da liturgia da horas (completas), atribuído ao falecido cardeal inglês John Henry Newman, inspirado na sua conversão ao catolicismo. A versão de “Luz terna e suave”, interpretada por Peu Madureira e Pilar de Noronha e Andrade, com Luís Roquette (músico dos Simplus) na guitarra, entoou na igreja, criando o ambiente para o que viria a seguir.

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