Inicio | Igreja | Padre Carlos de Aquino celebrou 25 anos de sacerdócio

Padre Carlos de Aquino celebrou 25 anos de sacerdócio

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O padre Carlos de Aquino, de 49 anos, completou 25 de sacerdócio na passada sexta-feira e para assinalar a efeméride foi celebrada em Loulé, no Santuário de Nossa da Piedade, popularmente evocada como Mãe Soberana, uma eucaristia de ação de graças.

Bodas_prata_sacerdotais_padre_carlos_aquino (4)
Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O bispo do Algarve marcou presença no início da celebração, presidida pelo aniversariante, para “manifestar o reconhecimento de toda a diocese pelo seu serviço ao longo destes 25 anos como o presbítero”. D. Manuel Quintas lembrou que o padre Carlos de Aquino “serviu a diocese desde a costa vicentina à costa do Guadiana”. “Foram muitas as paróquias que ele foi chamado a servir ao longo destes 25 anos”, constatou o prelado, agradecendo também a sua colaboração “em tantos sectores da pastoral”. “Estamos unidos em oração de ação de graças por este dom para a diocese e, ao mesmo tempo, evocando a presença do Espírito [Santo] para que continue a servir a diocese com a mesma disponibilidade, generosidade e alegria”, concluiu.

Naquele dia em que a Igreja celebrava a solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo, o padre Carlos de Aquino mostrou-se grato pelo ministério recebido a 29 de junho de 1993. “Elevo o meu coração agradecido em ação de graças a Deus por Jesus que me chamou ao sacerdócio ordenado há 25 anos”, afirmou o sacerdote, referindo-se ao “tanto bem partilhado” nestes anos de serviço presbiteral. “Sinto imensa alegria e sou um homem profundamente feliz por ter sido chamado a servir a Igreja do Senhor como padre e ter respondido como o Pedro e Paulo”, complementou.

Bodas_prata_sacerdotais_padre_carlos_aquino (5)
Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Procurei dar particular profundidade à missão que o Senhor me chamou”, prosseguiu, manifestando a sua “inquietação de não ter feito tudo quanto desejaria em fidelidade e amor”. “Sou um livre e humilde instrumento de que o Senhor se serve, não obstante reconhecer a minha fragilidade para a edificação da sua Igreja, mas desejo afirmar convictamente o propósito de continuar a servir com disponibilidade total e alegria a Igreja do Senhor em comunhão com Ele, como cooperador dos bispos que o Senhor colocar à frente da sua casa”, acrescentou.

O sacerdote lembrou ter sido naquelas paróquias louletanas que iniciou a sua “vida de consagração ao Senhor”, com a admissão às ordens sacras e a vivência do ministério diaconal, onde hoje se encontra novamente “por chamamento e providência divina”. “Aqui devo aprender a viver o sacerdócio ministerial como um serviço de amor. Só o amor na verdade dá pleno sentido ao ministério da vida de um padre e ao seu serviço. No amor não se escolhe povo, terra, bispo ou companheiro. Caminhamos sempre confiados na graça que dá fecundidade às nossas vidas e tudo planifica e vivifica”, afirmou, lembrando que o sacerdote deve “apascentar” o povo de Cristo e “não apascentar-se a si próprio” e que “a vida de um padre também é uma encarnação permanente do mistério da Páscoa do Senhor”.

Recordando o “dia singular” da sua ordenação – “uma terça-feira” – o padre Carlos de Aquino destacou ter-se concluido então “um tempo fecundo de oração pelas vocações” por ocasião da vivência de um “ano vocacional interdiocesano”. “Como é importante e ainda hoje tão necessário que continuemos com perseverança a pedir ao Senhor na oração trabalhadores para o serviço da sua messe”, observou.

O sacerdote lembrou ainda as palavras de D. Manuel Madureira Dias, então bispo do Algarve que o ordenou, frisando que continuam a constituir para si “um programa de vida”. “O Carlos Aquino, ao ser consagrado a Deus para o servir como o presbítero, assume o risco de uma entrega. Não o faz por razões de carne ou sangue. Fá-lo na fé fiado no Senhor porque acredita que Deus, nos seus insondáveis desígnios, o escolheu, lhe quer dar uma missão: a de levar o nome de Cristo a todos os homens, mesmo àqueles que não aceitam, mesmo àqueles que rejeitam, mesmo àqueles que condenam o profeta por dar testemunho da verdade e de quem o escolheu”, citou, acrescentando: “Ser padre é isto: morrer ainda em vida, viver depois de morto. É acreditar que a vida deste mundo tem tanto mais sentido quanto mais é colocada ao serviço da vida eterna”.

O aniversariante agradeceu ainda a Deus pela sua família, pelos bispos, pelos colegas sacerdotes – incluindo aqueles com quem trabalhou de modo mais próximo e de modo particular a amizade do padre Mário de Sousa, com quem entrou no Seminário de Vila Viçosa em 1983 – e pelos seus antigos párocos. Ao padre Tiago Veríssimo agradeceu a organização daquela celebração em colaboração com uma equipa paroquial.

No final da eucaristia, concelebrada por vários sacerdotes da Igreja algarvia e participada por muitos cristãos das paróquias por onde passou o padre Carlos de Aquino, Ângela Martins, em nome de todos os outros paroquianos, agradeceu ao aniversariante pela entrega e pelo serviço.

Bodas_prata_sacerdotais_padre_carlos_aquino (37)
Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

No jantar que se seguiu à celebração, o presidente da Câmara de Loulé lembrou que o padre Carlos de Aquino depressa conquistou a amizade e estima dos louletanos. “Vamos trabalhar juntos porque temos coisas muito importantes para fazer para a comunidade católica e para o nosso concelho”, afirmou Vítor Aleixo no Centro Paroquial de Loulé.

Verifique também

Igreja do Algarve vai ter um novo diácono

O bispo do Algarve anunciou ontem à noite, na eucaristia de encerramento do lausperene, que …