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Por Joaquim Mendes Marques
Por Joaquim Mendes Marques

Como sabemos, “parábola” é uma narração fictícia e, por vezes, alegórica, baseada em factos reais, ou é o desenvolvimento de uma comparação de dois termos mas, de qualquer modo encerra sempre um ensinamento, um preceito de moral ou uma verdade importante.

Jesus utilizou muito este modo de comunicar e ensinar.

Se consultarmos os Evangelhos encontraremos cerca de quarenta e cinco parábolas que vão desde a parábola do “Administrador Sagaz” até à dos “Vinhateiros homicidas”, passando pelas bem conhecidas parábolas do “Bom Samaritano” e do “Filho Pródigo”.

É de notar que a maior parte das parábolas vêm narradas nos Evangelhos Sinópticos e apenas três no Evangelho de S. João.

Mas todas elas têm grande valor teológico, ético e pedagógico.

Por exemplo, se nos determos a ler e a meditar a parábola  do ” Bom Samaritano ” e as circunstâncias que levaram Jesus a contar essa tão bela e tão significativa história, facilmente depreendemos que em vez de qualquer teoria sobre quem é o próximo, Jesus respondeu ao doutor da Lei com essa história tão elucidativa que não deixa dúvidas a ninguém sobre o que se deve entender por próximo.

E Jesus narrou, então, o que teria acontecido no caminho de Jericó, quando um viajante que vinha de Jerusalém e descia para aquela cidade, foi atacado pelos ladrões que o roubaram e o espancaram deixando-o na berma da estrada meio morto.

Passou um sacerdote do templo de Jerusalém que o viu mas, cheio de pressa seguiu o seu caminho.

O mesmo fez outro clérigo que ao vê-lo passou adiante. Por fim passou um Samaritano (desprezado pelos judeus) que ao ver o estado do ferido compadeceu-se dele e descendo da sua montada, limpou-lhe as feridas com azeite e vinho e ajudando-o a montar no seu animal conduziu-o a uma estalagem para que fosse tratado. Na manhã seguinte, antes de continuar viagem, inteirou-se das melhoras do ferido e pagou tudo o que já tinha gasto, prometendo que à volta, pagaria todas as despesas que fossem feitas com o tratamento daquele coitado.

Depois de Jesus ter contado esta história todos os ouvintes tinham compreendido quem era o seu próximo, aliás, como nós também entendemos.

De facto, todo aquele que estando ao nosso lado e precisar de nós não só no aspecto material, mas também no aspecto moral  e psicológico é o nosso próximo.

E nos tempos que correm, nesta tremenda crise de cariz material mas com profundos reflexos psicológicos na vida das pessoas, temos de estar atentos e abrir bem os olhos e sobretudo o coração para nos debruçarmos sobre os nossos irmãos e as suas dificuldades procurando na medida e nas capacidades de cada um ajudá-los quer material, quer espiritualmente falando…

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