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© Luís Forra/Lusa
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O líder da bancada do PCP apresentou as jornadas parlamentares, entre hoje e terça-feira, como uma tentativa de retratar o “atraso” do país, a partir do Algarve, na defesa do Estado Social.

“O PCP escolheu fazer estas jornadas no Algarve, precisamente na altura em que o Algarve deixa de ser notícia e quando mais evidentes se tornam os problemas que aquela região vive, em muitas circunstâncias os problemas que o país vive, em resultado das opções políticas do atual Governo”, declarou João Oliveira.

Os deputados comunistas vão ficar ‘estacionados’ em Faro, no Museu Municipal local, com um programa de visitas que inclui Portimão, Silves, São Bartolomeu de Messines, Tunes, Olhão e Vila Real de Santo António.

“Este retrato da situação que se vive no Algarve é um retrato das dificuldades que a nível nacional vão sendo sentidas. Em particular na região do Algarve assumem contornos concretos que procuraremos conhecer melhor e de forma mais aprofundada também para estarmos em melhores condições para lhes dar resposta”, continuou.

Os trabalhos começaram esta manhã com uma reunião com o novo reitor da Universidade do Algarve, seguindo-se a sessão de abertura das jornadas, com discursos do líder parlamentar, João Oliveira, e do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.

O líder da bancada do partido, em estreia nas funções durante as jornadas parlamentares, no Algarve, acusou hoje o acordo assinado com a ‘troika’ de somente resolver os problemas de “especuladores e da banca”.

O deputado do PCP afirmou que “o Algarve que fica depois do verão é o retrato do país que resta, depois de satisfeitos os interesses por trás da ‘troika'”.”Uma região saqueada de toda a riqueza produzida com retorno imediato, marcada por desequilíbrios económicos, desigualdades sociais e abandono de boa parte das suas populações”, disse.

Jerónimo de Sousa afirmou que a proposta de orçamento do Estado para 2014 (OE2014) “confronta” o Presidente da República com uma “única solução, o veto puro e simples”.

O secretário-geral do PCP considerou que o eventual veto serviria “para dar resposta também ao clamor do protesto e indignação dos trabalhadores e do povo, que percorre o pais, e que claramente rejeitam este orçamento e exigem ser tratados com justiça e consideradas as suas vidas no futuro”.

“Omitem que o Algarve continua a bater os recordes do aumento da precariedade das relações de trabalho e que hoje é apelidada, pela particular situação que aqui se vive, de capital do trabalho precário e da sazonalidade”, criticou também, referindo-se às opções de política económica do Governo da maioria PSD/CDS-PP.

Depois de um dia repleto de encontros e reuniões no Sotavento e Barlavento, o grupo parlamentar reúne-se na terça-feira e apresentará as conclusões da iniciativa, “em torno de algumas questões que consideramos essenciais, nomeadamente os serviços públicos e as funções sociais do Estado”.

com Lusa

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