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Pioneiros e Marinheiros algarvios do CNE celebraram Dia da III Secção

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Realizou-se no passado fim-de-semana a atividade escutista que assinalou o Dia da III Secção do Corpo Nacional de Escutas (CNE) para Pioneiros e Marinheiros (elementos dos 14 aos 18 anos), respetivamente dos ramos terrestre e marítimo daquele movimento.

A iniciativa, promovida pela Junta Regional do Algarve do CNE através da sua Secretaria Pedagógica da III Secção, teve início na última sexta-feira à noite com um raide noturno que levou os participantes, divididos em três grupos, desde Santa Bárbara de Nexe, Estoi e Santa Catarina da Fonte do Bispo rumo à Fonte Férrea, em São Brás de Alportel, onde montaram acampamento já na madrugada de sábado quando ali chegaram depois de uma caminhada de cerca de 14 quilómetros.

No sábado de manhã, os participantes de agrupamentos de todo o Algarve – cerca de 310 Pioneiros e Marinheiros e 60 dirigentes – mergulharam no imaginário proposto em torno do filme de animação ‘Brave’ que conta a história de uma princesa que rejeita seguir os costumes do seu reino e tornar-se rainha ao lado do pretendente que conseguir vencer um torneio de arco e flecha. O imaginário adaptado pelos escuteiros sugeria que um grupo de Pioneiros tivesse ajudado a princesa Mérida a perceber o que de positivo tinha as tradições e os costumes que ela rejeitava.

Sob o lema “Sê quem Tu quiseres!”, os escuteiros tiveram de realizar alguns trabalhos por subcampos como a elaboração de estandartes, a preparação das peças para o Fogo de Conselho e algumas construções de pórticos e mesas. Foi ainda realizado um Encontro Regional de Guias que serviu para discutir alguns assuntos sugeridos pela Secretaria Nacional Pedagógica e eleger dois representantes para o Encontro Nacional de Guias.

De tarde foi feita a abertura de campo e realizado um “Jogo de Cidade” com 16 postos, no decurso do qual foram apresentadas algumas técnicas escutistas e valorizadas diversas tradições de artesanato. A renda de bilros, a empreita ou a construção de apitos de cana foram algumas das artes levadas por artesãos ao acampamento, mas o fabrico de sabonetes, a serigrafia ou a construção de fogões com materiais reciclados foram também outras das formações realizadas.

Depois do jantar, que foi precedido por um concurso de culinária, realizou-se o tradicional Fogo de Conselho e o dia terminou com um Conselho de Guias.

No domingo, após o pequeno-almoço e a oração da manhã, realizou-se a desmontagem do campo, seguida de um jogo composto por 24 postos de tarefas mais simples e seis de desafios maiores como tiro com arco e flecha (feitos pelos próprios escuteiros), orientação, sequência de códigos, nós, tangram (quebra-cabeças chinês formado por sete peças), entre outros de maior apelo à cooperação e destreza.

Depois do almoço, foi celebrada a eucaristia campal presidida pelo padre Adelino Ferreira, assistente regional-adjunto do CNE, realizada a avaliação e a atividade encerrou com o momento do “adeus”.

Atualmente, o maior movimento escutista em Portugal está presente nas 20 dioceses territoriais e regista um efetivo de 73 mil associados – 59 mil crianças e jovens e 14 mil adultos. O CNE, fundado no dia 27 de maio de 1923 por ação de D. Manuel Vieira de Matos, arcebispo de Braga, conta no Algarve com cerca de 2.410 elementos (cerca de 600 Lobitos, 600 Exploradores/Moços, 550 Pioneiros/Marinheiros, 250 Caminheiros/Companheiros e 397 dirigentes) de 34 agrupamentos.

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