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Presidente da ARS/Algarve atribui os problemas na região à falta de recursos humanos

Joao_moura_reisO presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, João Moura Reis, reafirmou ontem que a falta de recursos humanos continua a ser “o maior problema” para a qualidade da prestação de cuidados de saúde no Algarve.

“Na região do barlavento, por exemplo, temos cerca de 50% de médicos em falta”, disse à agência Lusa João Moura Reis que foi ouvido ontem na comissão parlamentar de Saúde da Assembleia da República sobre a situação dos cuidados de saúde no distrito de Faro.

De acordo com o presidente do conselho diretivo da ARS do Algarve, durante a audição parlamentar requerida pelo PSD, foi apresentada “a situação real da saúde e as razões para o que está a acontecer, ou seja, para alguns problemas que têm sido falados” e que considerou “empolados”.

Alguns desses problemas foram referidos por cerca de 300 médicos do Centro Hospitalar do Algarve, nomeadamente a falta de medicamentos e de material clínico, que terá originado o adiamento de consultas e cirurgias.

João Moura Reis reconheceu que “nem tudo está bem no funcionamento de unidades de saúde que afetam o atendimento aos utentes”, mas atribui as deficiências “à falta de recursos humanos, principalmente de médicos”.

O diretor da ARS do Algarve considerou que a sua audição na comissão parlamentar de Saúde “foi benéfica, pois permitiu explicar e elucidar” os deputados sobre os problemas na prestação de cuidados de saúde que ultimamente têm sido conhecidos.

“Expliquei e respondi a todas as perguntas e dúvidas dos parlamentares, e considero que os deputados ficaram mais descansados com a exposição sobre o estado da saúde na região. Expliquei também que devido à falta de profissionais quantos mais serviços nós abrirmos, mais problemas teremos”, sublinhou.

Segundo João Moura Reis, na audição parlamentar foi questionado sobre diversos assuntos, entre os quais, os cuidados de saúde primários, os agrupamentos de centros de saúde, as unidades de saúde familiares, a produção nos cuidados de saúde primários e hospitalares e os cuidados continuados integrados.

“Fui também questionado sobre o encerramento de serviços, e voltei a reafirmar que não está previsto nem há nenhum interesse em acabar com nenhum tipo de serviços clínicos no Algarve”, assegurou.

Na opinião de João Moura Reis, “não existe uma diminuição da qualidade na prestação de cuidados de saúde no Algarve”, alegando que “quem a pratica são os profissionais, e os que lá estão são os que lá estavam”.

“Se a praticavam bem, não é de um dia para o outro que a praticam mal”, sublinhou.

Para João Moura Reis “não tem havido degradação dos cuidados de saúde, mas sim, pontualmente, determinados tipo de circunstâncias que as pessoas têm empolado, como a falta de algum material”.

“Pontualmente tem havido, mas tem sido reposto”, concluiu.

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