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Antonio_barao_farenseO presidente do Farense, António Barão, anunciou hoje que apresentou a demissão do cargo que ocupava desde 2009, fechando um ciclo na sequência da descida da equipa de futebol ao Campeonato de Portugal.

“Muito se tem falado nos últimos tempos e sobre muitas dúvidas se têm criado especulações. O que ontem era um pensamento reflexo de alguma tristeza, um esgotar de forças perante as desilusões que apanhei, hoje será uma realidade. Como tal, terei de informar a todos os sócios e simpatizantes do clube, a partir de hoje deixei de ser o presidente do Sporting Clube Farense”, revelou o dirigente, em comunicado divulgado no sítio oficial do clube algarvio.

A época ficou marcada pela perda de dois pontos, no âmbito do caso relativo ao jogador Harramiz, emprestado pelo Benfica, que alinhou frente ao Benfica B, em jogo da 36.ª jornada, acabando por originar um castigo ao Farense.

Com esses dois pontos, o Farense teria terminado a II Liga com 56 pontos, fora da zona de despromoção.

A preparação para a nova época desportiva estava, contudo, em suspenso, face à possibilidade de o clube algarvio poder ser repescado para a II Liga por via administrativa.

“Chegou a hora de fechar um ciclo, um ciclo onde vivi, com os que me acompanharam, momentos de grande alegria e alguns de profunda tristeza. Chegou a hora de terminar um trajeto longo, mas bonito, onde muito foi feito, onde muito foi alcançado”, referiu António Barão, que exerceu funções como diretor-desportivo desde 2006 e, em 2009, assumiu a presidência do clube.

O dirigente lembrou que entrou num clube “onde o futebol não existia, as condições eram surreais e muitos atletas da altura não tinham vontade em representar o Farense”, afirmando que não esquecerá o dia da subida à II Liga, em 2013.

António Barão salientou que a sua saída vai permitir dar espaço “a todos os que, no passado e presente, insistem em desvalorizar, caluniar e orquestrar ‘cenários’, que levaram à difamação pública, e boicote ao desenvolvimento do clube” nos últimos anos.

“Saio abortando a minha promessa a um homem que tanto admiro e, consequentemente, aos sócios que acreditaram em mim”, disse, em referência à promessa de subir à I Liga feita ao investidor, acionista da SAD e antigo dirigente Aníbal Guerreiro.

“Mas saio com a consciência de que fiz o que podia e muitas vezes o que não podia por um clube que quase me fez perder a vida. Saio com a dignidade de em nada o ter prejudicado: boas e más decisões desportivas, todos tomam e só quem passa ou passará neste cargo o saberá”, finalizou o presidente demissionário do Farense.

O presidente da assembleia-geral do Farense, Joaquim Teixeira, vai agora definir uma data para a marcação de eleições antecipadas.

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