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O presidente do Farense, João Rodrigues, destacou hoje o trajeto da equipa que alcançou um objetivo ansiado há muitos anos com a subida à I Liga de futebol, mas ressalvou que o atual momento não pede “euforias desmedidas”.

“Este é um dia que ansiávamos há muitos anos. Estivemos no primeiro lugar isolado várias jornadas, ocupámos os lugares de subida em 22 das 24 jornadas. Penso que é um trajeto meritório”, referiu, durante uma comunicação em direto na página de Facebook do Farense, o líder do clube e da SAD, da qual é acionista maioritário desde 2016.

O dirigente sublinhou “todo o esforço e empenho das outras equipas e clubes” da II Liga, afirmando compreender a sua frustração pelo facto de o campeonato não ter chegado ao fim.

“Era para isso que estávamos cá e foi para isso que lutámos toda a época. Mas foi decidido interromper o campeonato”, disse, elogiando toda a estrutura e o treinador, Sérgio Vieira.

“Não é altura de euforias desmedidas, apesar dos 18 anos que passámos com este grito sufocado de voltarmos à I Liga”, acrescentou João Rodrigues, pedindo controlo aos adeptos nos seus festejos.

Fonte da SAD disse à Lusa que está a ser avaliada, em conjunto com a Câmara de Faro e a PSP, a realização de um cortejo automóvel pela cidade na quarta-feira, sem concentração de pessoas.

O treinador, Sérgio Vieira, também participou na emissão em direto realizada pelo Farense, assumiu que “não era desta forma” que o clube queria celebrar o regresso à I Liga, mas que o objetivo foi alcançado com justiça.

“Este é o dia para toda uma nação de adeptos que esperou durante muitos anos para sentir o que estamos a sentir. Não podemos passar ao lado do que está a acontecer em todo o mundo: claro que influenciou nesta decisão e não era desta forma que queríamos subir”, assinalou.

Sublinhando que o Farense “foi a melhor equipa e teve mais tempo em lugares de subida e em primeiro lugar”, não sendo possível ser campeão, o técnico considera que “fez-se justiça e colocou-se desta forma o clube na I Liga”, ressalvou salientando o papel do presidente no topo da estrutura que teve “todo o mérito” no feito.

Em comunicado, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) diz que “fixou” as promoções dos dois primeiros classificados da II Liga, Nacional e Farense, e a despromoção dos dois últimos, Cova da Piedade e Casa Pia, que terão de ser aprovadas em Assembleia Geral do organismo.

A II Liga foi suspensa por tempo indeterminado em 12 de março, mas foi excluída a sua continuidade por parte do Governo.

O Farense conta 23 participações no principal escalão, entre 1970/71 e 2001/02, voltando ao escalão maior 18 anos depois.

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