A recolha solidária que a Cáritas Diocesana do Algarve promoveu para apoiar as vítimas da depressão Kristin resultou na angariação de quase 11 toneladas de bens.


Na terça e quarta-feira, 03 e 04 de fevereiro, foram doados 10.820 quilos de bens alimentares, mas também de limpeza e higiene e materiais de proteção como lonas e mangas plásticas.


No total foram doadas 8.028 unidades de bens alimentares, 1.703 unidades de bens para bebé e criança (higiene e alimentação), 1.140 unidades de bens de higiene (adulto), 77 unidades de materiais de proteção, 31 unidades de alimentação animal e 72 unidades de produtos de limpeza.


A Cáritas algarvia explica que os bens, oriundos um pouco de todo o Algarve, “foram entregues, esta manhã, à Cáritas Diocesana de Leiria que está a trabalhar no terreno junto das famílias em situação de vulnerabilidade”.


A Cáritas do Algarve “agradece a todos os que ajudaram a desenvolver esta iniciativa, desde trabalhadores a voluntários, desde dadores a entidades parceiras”. “Um especial agradecimento à empresa Cacial que nos cedeu o transporte para que pudéssemos fazer chegar os bens ao destino”, acrescenta a instituição da Igreja católica.


O presidente da Cáritas Diocesana do Algarve refere ter sido “graças ao empenhamento do presidente da Cáritas Paroquial de Loulé” que “foi possível transportar todo o produto da campanha” através daquela empresa algarvia. Carlos de Oliveira destaca ainda o “bom empenhamento de muitos, desde logo dos trabalhadores da Cáritas Diocesana, comunidades paroquiais, algumas Cáritas Paroquiais, voluntários, alguns jovens, empresas, catequeses, escolas e muitos particulares, sempre na simplicidade do anonimato”.


Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.


A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
com Lusa










