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A resposta dos meios de socorro a um acidente de avião registado no aeroporto internacional de Faro, com “elevados danos materiais e humanos”, foi testada num simulacro na passada terça-feira, 20 de março, disse hoje fonte da Proteção Civil.

Com este simulacro, que começou às 00:15, a Proteção Civil quis “testar a resposta externa a um acidente” e perceber o que é preciso melhorar para tornar mais eficaz a atuação de emergência “à escala total”, porque a administração do aeroporto avaliou em simultâneo o plano de emergência interno da infraestrutura aeroportuária, explicou o Comandante Distrital de Operações de Socorro de Faro, Vítor Vaz Pinto.

Vaz Pinto destacou que este foi “um exercício com meios reais” e com uma logística “com alguma envergadura”, ao envolver 220 participantes externos ao aeroporto, entre elementos do Comando Distrital de Operações de Socorro de Faro, dos serviços municipais de Proteção Civil de Faro e Loulé, da GNR, da Autoridade Marítima, da PSP, da Cruz Vermelha Portuguesa, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e de todos os bombeiros do Algarve.

O responsável operacional da Proteção Civil no distrito de Faro explicou que, quando uma aeronave comunica uma emergência, o aeroporto classifica essa emergência em três níveis – amarelo, laranja ou vermelho – e as autoridades de socorro enviam os meios para o local de forma automática de acordo com esse nível.

Vítor Vaz Pinto frisou que se tratou de um exercício “obrigatório” para o aeroporto de dois em dois anos e que já permitiu identificar situações a corrigir, tanto na resposta externa como na interna, cujos meios são coordenados pela direção do aeroporto, dentro do recinto e num raio de quilómetro e meio em redor, frisou.

“Quando se declara uma emergência a bordo de uma avioneta com duas pessoas, enviamos os mesmos meios como se fosse um Boeing ou um avião de passageiros. Não faz muito sentido e temos que reajustar o plano, mas só depois de testar as coisas as podemos reajustar”, exemplificou, considerando que esta “é sempre uma oportunidade para incorporar melhorias no sistema”.

Outra situação detetada foi, acrescentou Vaz Pinto, a “necessidade de a GNR e Autoridade Marítima estarem também junto à direção do exercício e no posto de comando”, porque, justificou, “há sempre necessidade de abrir corredores de penetração”.

O exercício deu também a possibilidade, segundo o comandante distrital operacional de Faro, de o INEM testar a resposta “conjuntamente com os hospitais”, dado a simulação de um número elevado de feridos.

Vaz Pinto disse ainda que este simulacro foi também uma “oportunidade para testar o plano de emergência interno” e “melhorar procedimentos internos” das equipas do próprio aeroporto na sua resposta a situações de emergência como um acidente com uma aeronave.

com Lusa

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