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Rogério Bacalhau acusa Governo de ter tentado interferir na eleição autárquica em Faro

O presidente da Câmara de Faro acusou ontem o Governo de no último ano ter tentado interferir nas eleições autárquicas em Faro ao “fechar as portas” ao presidente, agora reeleito pela coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT.

“No último ano, o Governo tentou interferir nas eleições autárquicas no nosso concelho”, disse Rogério Bacalhau, na cerimónia de instalação dos órgãos autárquicos eleitos a 01 de outubro que decorreu no Teatro das Figuras da capital algarvia, sublinhando que, “de repente, as portas fecharam-se” ao presidente da Câmara.

“De repente, ninguém nos recebeu e ninguém respondeu às nossas missivas”, atitude que se traduziu em “reprimir as expetativas de quem aqui habita, de quem aqui trabalha, estuda e quer investir”, declarou.

Contudo, no seu discurso de tomada de posse, o autarca considerou que “o tempo da turbulência eleitoral já passou” e que agora “a temperatura deverá regressar” à capital algarvia.

“O Governo pode e deve agora voltar a olhar para os farenses da mesma forma que olha para todos os outros portugueses”, insistiu, desafiando ainda o executivo a esclarecer qual a sua posição em relação à proposta da autarquia de requalificação do cais comercial.

Rogério Bacalhau sublinhou que a Câmara de Faro não pretende ser o “pai do projeto”, mas pediu à tutela para que “assuma de vez o que quer fazer ali”, uma vez que Faro perde, a cada dia que passa, adeptos “para outras cidades do mar”.

“Quanto mais o tempo passa, mais são as oportunidades que perdemos e a Doca de Faro é o exemplo acabado da inoperância dos poderes públicos em face dos problemas que crescem todos os dias”, frisou.

A cada dia que passa, a nossa Cidade do Mar perde adeptos para todas as outras cidades do mar que, legitimamente, se estão desenvolvendo e afirmando na Região.

Rogério Bacalhau afirmou ainda querer que o Governo lhe diga “com o que pode contar para fazer a requalificação da frente ribeirinha”, mostrando-se disponível para assumir essa responsabilidade e desafiando o Governo a “transferir essas competências” para o município.

Ajardinar a cidade, erradicar as barreiras à mobilidade no concelho, privilegiar os modos de transporte suaves, recuperar edifícios públicos que se encontram degradados e reforçar habitação social são algumas das prioridades assumidas pelo presidente reeleito.

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