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‘Rover’ levou Caminheiros e Companheiros do CNE a descobrir os “tesouros” dentro de si

Foto © Samuel Mendonça

Realizou-se de 8 a 12 deste mês, no monte de Santa Luzia, sobranceiro à cidade de Loulé, o Rover para Caminheiros e Companheiros, (escuteiros dos 18 aos 22 anos, respetivamente dos ramos terrestre e marítimo) dos diversos agrupamentos algarvios do Corpo Nacional de Escutas (CNE).

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A atividade, promovida pela Secretaria da IV Secção da Junta Regional do Algarve do CNE, em torno da simbologia do diamante, teve como tema “O verdadeiro valor do anel” e como lema “Todos queremos ser diamantes, mas poucos se deixam lapidar”. O imaginário baseou-se numa adaptação do conto “O verdadeiro valor da pedra”, de Jorge Bucay, que narra a história de um rapaz que foi ter com um sábio que o ajudou a perceber o seu valor como pessoa.

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O secretário regional pedagógico da IV secção explicou ao Folha do Domingo que a ideia para realizar a atividade partiu da Secretaria, tendo sido reforçada pelos Caminheiros e Companheiros em Conselho Regional com a apresentação de uma proposta.

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O Rover teve início no dia 8 de abril à tarde, após a Jornada Diocesana da Juventude, com a montagem do acampamento junto à ermida de Santa Luzia e, à noite, os escuteiros partiram para um raide de cerca de 25 quilómetros que durou até domingo ao final da tarde. Divididos por três grupos, os 37 jovens participantes seguiram até Tôr, Querença e Parragil e regressaram para a celebração eucarística de Domingo de Ramos com que iniciaram a Semana Santa.

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Na eucaristia, presidida pelo assistente regional do CNE, o padre Nelson Rodrigues desafiou os escuteiros a descobrir os “tesouros” existentes dentro de cada um. “Que vos sirva estes dias passados juntos para perceberdes esta frase: há tesouros dentro de mim e eu tantas vezes sou cego e não dou conta”, exortou, propondo-lhes que peçam a Santa Luzia, protetora dos olhos, um “olhar novo” para as suas vidas, capaz de os “tornar capacitados para olharem a vida de uma outra forma”.

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“Quais são os valores que orientam a minha vida? Aproveitamos a oportunidade que o Senhor nos dá de marcarmos o mundo pela diferença, sendo outros Cristos?”, interrogou ainda o sacerdote, deixando-lhes outro desafio para poderem viver uma “Páscoa diferente” porque “a Páscoa será sempre esta descoberta de que a morte não é o fim”, de que “o sofrimento não é o fim” e “as tristezas da vida não são o fim”. “Gostava que todos respondessem a uma pergunta durante esta Semana Santa: quem é Jesus para mim?”, pediu, propondo-lhes que partilhassem as respostas na rede social Facebook.

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A terminar, o assistente lembrou o mandamento do amor: “amar o próximo como a nós mesmos”. “Se não nos amarmos está tudo estragado, nunca saberemos amar”, advertiu.

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No dia 10, os escuteiros levaram à prática esse propósito com a realização de ações de voluntariado em casa de particulares carenciados da cidade de Loulé. A limpeza das habitações, pequenas reparações ou assistência a pessoas sós foram alguns dos trabalhos levados a cabo pelos jovens.

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No dia 11 rumaram até à Ilha do Farol para a realização de alguns jogos e dinâmicas, regressando ao final da tarde ao acampamento para o Fogo de Conselho que seria feito à noite.

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No dia 12 realizaram um passeio sob a orientação do Centro de Interpretação e Divulgação do Património Geológico e Mineiro de Loulé e realizaram a encenação do conto que serviu de imaginário à atividade que contou também com a participação de 12 dirigentes do CNE.

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Aquele movimento conta no Algarve com cerca de 2.410 elementos (cerca de 600 Lobitos, 600 Exploradores/Moços, 500 Pioneiros/Marinheiros, 250 Caminheiros/Companheiros e 397 dirigentes) de 34 agrupamentos (32 mais dois em formação).

Foto © Samuel Mendonça
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