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«Se o mundo cansa de tanta guerra
Uma criança nasceu na terra
Um dia novo ela nos traz
Dará ao povo a flor da paz»
(Canção da cidade nova, Fernando Melro)

O mês de Dezembro traz consigo uma “magia” única. Celebra-se o Natal, e tanto crentes como não-crentes, fazem questão de o festejar de um ou outro modo, de transmitir votos de “boas festas”, de viajarem para junto das famílias se for esse o caso, e de ter gestos mais atenciosos para com os outros. Este é sem dúvida um tempo diferente que inexplicavelmente toca o coração das pessoas como nenhuma outra época do ano.

Todavia, sonho com um Natal simples de verdade. Sonho voltar a casa em cada Natal sem a preocupação de levar na bagagem as inúmeras prendas para a família e para os amigos mais próximos. Sonho não ficar preocupado porque me esqueci de comprar uma prenda para esta ou aquela pessoa, por mais importante que ela seja para mim. Haverá maior e melhor oferta que um bom convívio entre aqueles que se amam? É mais importante uma coisa material que se degrada com o tempo, chegando ao ponto de desaparecer por completo, ou um abraço, um beijo, uma palavra, um gesto de maior carinho, que não deixa marca visível e que não se carrega num saco, mas que nos deixa uma marca na alma e que pode ser levemente carregado no coração?

Sonho celebrar um Natal sem que haja preocupação excessiva na confecção de uma refeição que nos leve a afastar do essencial. Não que ela não seja importante, mas por vezes de tão empenhados que estamos em ter uma mesa farta, temos depois um coração pobre para partilhar a vida com aqueles que se sentam à volta dessa mesa.

No fundo, aquilo com que sonho é o que todos pedem e desejam nas mensagens feitas, nas conversas de café, de rua, de facebook, etc. Aquilo que também quero é um Natal com Amor, Paz e Saúde, que não sendo “um dia como os outros”, possa ser vivido exteriormente como tal, sem exageros de consumo e de correrias que nos fazem perder tempo com o supérfluo.

Neste Natal, não substituas a tua presença por presentes.

“Dares-te aos outros não é dares presentes… é estares presente.”

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