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Trabalhadores despedidos do Aeroporto de Faro em luta pela reintegração

Manif_despedimento_portway_faroCerca de três dezenas de pessoas manifestaram-se pacificamente no sábado, na rotunda de entrada ao Aeroporto de Faro, pela reintegração dos 12 trabalhadores que foram despedidos após terem recorrido à greve para reclamar melhores condições laborais.

Os trabalhadores estavam ao serviço pela Portway, empresa de assistência em terra da ANA – Aeroportos de Portugal como operadores das pontes telescópicas, ‘mangas’ de saída dos aviões, e foram despedidos com a justificação de que o contrato de prestações daqueles serviços com o aeroporto havia terminado a 20 de abril sem renovação.

Os trabalhadores continuam a lutar pela impugnação do despedimento, objetivo que já os levou a reunir com vários grupos parlamentares e, mais recentemente, a uma reunião com um comité de trabalhadores da Vinci, que se deslocou a Portugal para tomar conhecimento do caso, e vão avançar com um processo judicial.

A Portway, empresa de ‘handling’ (assistência em terra) nos aeroportos de Portugal (Lisboa, Porto, Faro e Funchal), é detida pela ANA e, por isso, pelo grupo francês Vinci, que adquiriu os aeroportos portugueses ao Estado português.

Após a dissolução da empresa onde trabalhavam em 2007, os 12 trabalhadores foram integrados pela Portway.

O comité da Vinci “verificou que não está tudo bem e que estava em curso um despedimento que nós sabemos bem que aconteceu como medida de retaliação por termos aderido a um pré-aviso de greve decretado pelo nosso sindicato”, disse hoje à Lusa João Marques, um dos 12 trabalhadores dispensados.

Estando em curso a negociação do acordo de empresa, aqueles trabalhadores tentaram ser integrados e obter um plano de carreiras, seguro de saúde e um horário de trabalho com igual peso horário que os demais colegas da empresa.

Em outubro de 2014 a Lusa já havia noticiado a luta e recurso à greve dos 12 trabalhadores, tendo na altura o representante de Faro do SITAVA referido que existem outros trabalhadores com os mesmos problemas, nomeadamente os funcionários que operam com as cadeiras-de-rodas e os que recolhem os carrinhos de bagagens no terminal.

João Marques conta que o sentimento na equipa é de traição porque souberam que ainda antes do despedimento já estava em curso uma formação dos trabalhadores que os substituíram entretanto.

“Já decorria uma formação e nós longe de imaginar que seria para a nossa substituição. No limite que fosse para reforçar a equipa que bem precisava de um reforço porque nós dávamos o máximo”, observou.

Presente na ação de sábado, o coordenador da União de Sindicatos do Algarve, António Goulart, vincou que o despedimento daqueles trabalhadores é “selvagem” e ao arrepio de todas as normas legais e da legislação laboral.

“Um despedimento feito como represália aos trabalhadores e que nós vamos continuar a insistir e a denunciar com o objetivo que sejam reintegrados no Aeroporto de Faro”, concluiu.

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